Os 10 vinhos que não podem faltar na sua mesa de Páscoa

A Páscoa não é só amêndoas e folares. Na verdade, a quadra remete-nos para mesas fartas e ementas ricas. Que pedem vinhos especiais. O Dinheiro Vivo solicitou ao enólogo Raúl Riba D'Ave, sócio-gerente da Direct Wine, que apresentasse as suas escolhas dos 10 melhores vinhos para acompanhar a ementa da Páscoa. Aqui ficam as suas sugestões, a partir dos 5,85 euros.

Para os aperitivos, antes de ir para a mesa:

Cossart Gordon "Rainwater" Medium Dry (Madeira) - PVP 14, 00 euros

Aproveitando que o vinho Madeira está na moda entre os entusiastas e que é um dos vinhos mais civilizados do planeta, é uma boa ideia servir este Cossart Gordon na Páscoa. É meio seco e deve servir-se diretamente do frigorífico, a acompanhar uma bola de enchidos, por exemplo. Para quem preferir, servir com frutos secos, tipo amêndoas torradas. Usar copos de Porto ou, ainda melhor, copos de vinho branco. Este vinho herda o nome do facto de, em certa altura do passado, uns quantos barris deste vinho ficaram à espera mais tempo do que o devido na praia onde iam ser embarcados, sofrendo com uma grande tempestade que entretanto desabou. Quando chegaram ao seu destino nas Américas, os clientes acharam o vinho ótimo. Sabendo do sucedido, chamaram-lhe RAINWATER, literalmente "água da chuva".

Morgado De Bucelas (Bucelas) - PVP: 5,85euro

Para aqueles que preferem petiscar o que de bom a nossa costa dá (percebas ou uma sapateira recheada), nada como um bom branco seco e mineral, com uma graduação bastante comedida (12%), como o é este vinho feito por Nuno Cancela de Abreu. Bucelas foi demarcada no início do século XX e apenas para vinhos brancos. A pressão urbanística vinda da capital fez arrancar muitas vinhas. No entanto, este Morgado de Bucelas continua a mostrar o caráter distintivamente seco e mineral da região. Servir muito fresco.

Já na mesa:

Com o cabrito, agno ou cordeiro, típicos pratos da Páscoa, São necessários vinhos tintos com corpo, mas sobretudo com bastante persistência, para conseguir acompanhar a "força" destes pratos.

Rubrica Tinto 2012 (Alentejo) - PVP 13,50 euro

Este vinho tinto é uma obra-prima do enólogo Luís Duarte, na sua propriedade de 10 hectares em Reguengos de Monsaraz. Devido às cinco castas que usa no lote, o vinho mostra um leque grande de fruta e uma grande frescura, tornando-se um vinho de grande prazer. Em edições anteriores, este vinho já foi eleito número 2 no top 100 da revista norte americana Wine Enthusiast.

Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo "Graínha" Reserva 2011 (Douro) - PVP 12,50euro

Um tinto do Douro de grande qualidade e de um grande ano. Da mesma forma que o Alentejano Rubrica, este Graínha é um par perfeito para os cordeiros e cabritos da Páscoa, mas também para o polvo ou o bacalhau no forno. Os aromas deste vinho são profundos, de fruta azul silvestre, e mostram alguma madeira. Servir num copo grande para vinho tinto. Se estiver calor no dia, ponha-o meia hora no frigorífico antes de servir.

Falcoaria Alicante Bouschet 2012 (Tejo)- PVP 26 euros

De vinhas escandalosamente velhas (cerca de 100 anos), é o topo de gama da Quinta do Casal Branco. Este vinho tinto é absolutamente extraordinário. Opaco na cor, encorpado, com muita fruta preta misturada com especiarias, grafite, toques de moka e tostados dados pela barrica. Dignificará qualquer prato típico de Páscoa, mas onde brilhará mesmo será a acompanhar o cabrito no forno.

Conceito Branco (Douro) - PVP + de 30 euros.

Para os apreciadores de brancos, creio não ser necessário dar muitas voltas, sendo melhor apontar direto para um dos melhores brancos nacionais. Este exemplo untuoso, mas absolutamente refrescante, polido e muito longo, é cítrico e mineral, arredondado por toques dados pela madeira francesa de grande qualidade. Será grandioso, mesmo com pratos regionais que, tradicionalmente, puxariam mais por um tinto.

Ribbonwood Pinot Gris 2012 (Nova Zelândia) - PVP 14,70 euro

A Nova Zelândia, nos antípodas do nosso país, é conhecida por ter um sector vinícola de ponta. Os seus vinhos refletem uma pureza de fruta difícil de igualar. São vinhos muito modernos, sem arestas, sem verdores, sem adstringências. Este vinho branco é produzido pela Sogrape na região de Marlborough. É feito com uma casta francesa que, neste clima, dá ao vinho corpo e untusidade. Possui um paladar de fruta branca, tipo pêssego, combinado com um final especiado, ideal para os pratos condimentados que servimos na Páscoa.

Para as sobremesas:

As sobremesas variam de casa para casa nesta época, mas há pelo menos o Pão de Ló que se repete em muitos lares de Portugal, assim como, obviamente, as amêndoas doces ou de chocolate. Aqui ficam então duas sugestões para tomar com estes doces. Neste caso, é preferível escolher vinhos que se sobreponham aos doces (em doçura e sabor), pelo que os vinhos fortificados doces, como o clássico vinho do Porto, é uma ótima escolha.

Cockburn"s Special Reserve (Porto) - PVP 12 euros

No ano em que a esta célebre casa festeja os seus 200 anos, este porto de estilo Ruby, ou seja, retinto, frutado e encorpado continua a impressionar os consumidores do mundo inteiro. A fruta é deliciosa, com frutos silvestres entrelaçados por notas de chocolate preto. Servir fresco (2 horas de frigorífico) e num copo de porto ou num copo maior. Será delicioso também com queijo.

Taylor"s Tawny 10 Anos (Porto) - PVP 21 euros

O estilo "tawny" identifica vinhos do porto que são aloirados e aveludados. Quanto maior a idade indicada no rótulo, mais maravilhosos são. Por isso, se o orçamento der, não se coíba de avançar para um tawny de 20, de 30 ou mesmo de 40 anos (já bem acima dos 100 euros...). O Taylor"s 10 Anos é, no entanto um bom começo. E digo isto com duplo sentido, pois pode ser um bom vinho para aperitivo (para servir com frutos secos), como também é um bom vinho para as sobremesas ou apenas para finalizar a refeição. Servir sempre fresco, direto do frigorífico.

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