Rabo de Peixe. Do confinamento português a série premiada pelo Netflix

O realizador de publicidade Augusto Fraga viu o seu guião para Rabo de Peixe premiado no concurso para argumentos originais lançado pelo ICA/Netflix.

Se a vida te dá um confinamento, e a produção de anúncios está em 'lockdown', o melhor é escrever o guião para uma série, pensou o realizador de publicidade Augusto Fraga. O resultado é Rabo de Peixe, um dos dez projetos nacionais premiados pelo Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA)/Netflix, com um total de 155 mil euros. Rabo de Peixe foi um dos cinco projetos a receber um financiamento de 25 mil euros.

"Desde início que decidi encarar o lockdown como uma oportunidade para estar mais tempo com a minha família; estar em forma e escrever", adianta Augusto Fraga, realizador da produtora Krypton.

"Centenas de ideias começadas que nunca acabei começaram a ver a luz do dia durante os meses de março, abril e maio. Entretanto, a Netflix abriu concurso de guiões junto ao ICA e decidi concentrar-me numa história em concreto, ad hoc para este concurso. Escrevi uma sinopse e, em conjunto com o Marcos Castiel e André Szankowski, começamos a transformar esse esboço num guião. Um guião de uma série de acção dramática com toques de surrealismo e humor negro", descreve Augusto Fraga, criativo que tem assinado a realização de muitas campanhas no mercado nacional e internacional, como é o caso da feita para a Coca-Cola para o mercado chinês.

"O futuro é tentar que Rabo de Peixe veja a luz do dia, naquela que será, acredito, a série mais surpreendente alguma vez feita em Portugal", diz Augusto Fraga.

Foi um dos cinco guiões, de cerca de 1200 candidaturas, premiado pela plataforma de video streaming com 25 mil euros.

Finisterra (ficção), de Guilherme Branquinho e Leone Niel, My name is Jorge: A redemption story (documentário), de Sofia Pinto Coelho, O chefe Jacob (ficção), de Raquel Palermo e João Lacerda Matos; e Victoria (ficção), de Dinis M. Costa são os restantes projetos que obtiveram este montante de financiamento.

Seis outros projetos, entre os quais o documentário de Vhils (Paredes Brancas, Povo Mundo) com André Costa, Catarina Crua e Ricardo Oliveira, receberem seis mil euros de apoio.

Paradoxa (ficção), de Luísa Costa Gomes, “Barranco dos Cegos” (ficção), de Luís Filipe Rocha, Cleptocracia (ficção), de João Brandão, e This is not a kanga” (documentário), de João Nuno Pinto, Fernanda Polacow e Bruno Morais Cabral são os outros projetos reconhecidos com este montante.

O júri que fez a pré-seleção dos projetos integrou a diretora de conteúdos da Netflix, Verónica Fernández, o adjunto de comunicação da Fundação Calouste Gulbenkian, Luís Proença, o escritor Possidónio Cachapa, a jornalista Isabel Lucas e o realizador Jorge Paixão da Costa.

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