Revolução na pesquisa da Google: vem aí o "gráfico de conhecimento" em português

Durante os próximos dias, a pesquisa do Google Portugal vai sofrer a maior

revolução dos últimos anos. A empresa anda a trabalhar há muito tempo

em algo que denominou "Gráfico de Conhecimento", ou "Knowledge Graph".

Algo que apresenta relações e não apenas correspondências entre

palavras-chave.

Com a implementação a ser gradual (o que

significa que poderá não ver a diferença já nos próximos dias), o Google

Search passará a disponibilizar uma coluna de informações relacionadas

do lado direito. O guru da pesquisa da Google Amit Singhal, em entrevista exclusiva ao Dinheiro Vivo em abril, disse que a ideia é construir a pesquisa do futuro. Porque acredita que o mundo não

é uma coleção de ligações, mas uma coleção de coisas; e deu o exemplo da sequência de letras Taj Mahal.

"Parece

uma sequência simples de palavras, mas significa pelo menos três

coisas: o monumento, a banda e o grande casino nos Estados Unidos. E se

começar a olhar para restaurantes locais, há centenas com esse nome. A

verdade é que para construir a pesquisa do futuro teremos de entender

que Taj Mahal não é apenas uma sequência de caracteres, são várias

coisas", afirmou na entrevista.



Esta base de dados gigantesca que a Google tem estado a construir triplicou nos últimos meses e agora expande-se a outras línguas, incluindo o português.



Veja um vídeo sobre o Gráfico do Conhecimento.



A Google diz que os resultados da pesquisa se vão tornar mais "inteligentes". No caso de Amália, como mostra a foto, aparecem imagens, uma lista das músicas mais conhecidas e outros fadistas. No caso da Ponte 25 de Abril, aparecem informações estatísticas, a explicação de como chegar lá e outras pontes em Portugal.

No blogue dedicado à pesquisa da Google, o gestor de produto sénior Aaron Brown escreve que "isto é mais que apenas tradução. O Gráfico de Conhecimento precisa de ter em atenção os diferentes significados da mesma palavra - "futebol" significa algo bem diferente nos EUA e na Europa."

O responsável adiciona que a tecnologia precisa de reconhecer o que é mais importante em cada região e adiciona que o Gráfico tem agora 570 milhões de registos, 18 mil milhões de factos e conexões.

Leia aqui a explicação do blogue Inside Search.

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