Superbrands. Portugueses gostam do que é nacional

Estudo revela que marcas portuguesas lideram preferências dos consumidores. São cinco entre as 20 mais referenciadas.

Os consumidores portugueses gostam e confiam nas marcas nacionais. Prova disso é que entre as suas 20 marcas preferidas destacam-se cinco lusas. Continente, Pingo Doce, Delta Cafés, Mimosa e Compal são as eleitas, como revela o mais recente Estudo ao Consumidor da Superbrands Portugal. O Continente lidera o top 3, ranking onde a Samsung ocupa a segunda posição e a Adidas fecha o pódio. Nas 20 marcas top of mind dos portugueses destacam-se ainda a Apple, Coca-Cola, Nike, Nestlé, Zara, Lidl, Vodafone, Danone, Mercedes, Ikea, LG, Nívea e Nespresso. As atividades de retalho, alimentação, tecnologia e desporto monopolizam 75% deste ranking.

O estudo, desenvolvido pela consultora internacional AMINT, especializada em market inteligence, focou-se em cinco dimensões das marcas: notoriedade, identificação, satisfação das necessidades, unicidade e confiança. Com base em entrevistas a mil consumidores de diferentes gerações, o relatório concluiu que setores como o retalho têm uma maior relevância para os consumidores nas variáveis satisfação das necessidades e confiança, enquanto na tecnologia prevalece a dimensão identificação, isto é, as marcas com as quais o consumidor mais se identifica. De realçar que a tecnológica internacional Samsung lidera o top 3 em todas as cinco dimensões analisadas no estudo.

Segundo a Superbrands Portugal, o processo de referenciação das marcas foi efetuado "de forma livre e espontânea", com os inquiridos a apontarem as marcas que primeiro lhes ocorreram entre as cinco categorias em análise. Esta avaliação "permite perceber a forma como os diferentes públicos são impactados pelas marcas e qual a sua relação com as mesmas", adianta. Os resultados acabaram por revelar, por exemplo, que as marcas com as quais o público se identifica nem sempre têm a mesma relevância daquelas que melhor satisfazem as suas necessidades.

O estudo foi segmentado por gerações, tendo em vista a sua relação com as marcas, e nesse contexto inquiriu cinco grupos etários: a silent generation (1928-45), os baby boomers (1946-64), geração X (1965-80), millennials (1981-96) e geração Z (1997-2012). Segundo concluiu, nas gerações mais antigas, é notório o elevado número de referenciações a marcas de tecnologia. Para Pedro Diogo Vaz, senior partner da Superbrands, esta eventual surpresa "poderá estar intimamente ligada com o período recente do confinamento, que obrigou muitas pessoas destas gerações a valorizar e a ter de aprender a lidar de forma mais consistente com a tecnologia".

Na geração Z, as marcas de retalho e alimentar estão entre as mais referenciadas, o que se poderá explicar pelo maior contacto com as lojas alimentares no último ano, devido também à crise pandémica.

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