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Supermarcas, precisa-se

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Nuno Fernandes Thomaz (Centromarca) e Nuno Vasconcellos (CIP) comentam sobre o que falta para haver mais Supermarcas nacionais

Num mundo recheado de insígnias e onde estudos apontam que, se mais de 70% das marcas desaparecessem os consumidores não sentiam a sua ausência, o que falta ao tecido empresarial português para haver mais supermarcas?

“Falta termos mais marcas portuguesas. Que nós consigamos trazer aos produtos portugueses marcas que acrescentem ainda mais valor a esses produtos”, defende Nuno Fernandes Thomaz, presidente da Centromarca, à margem da cerimónia de entrega dos prémios Superbrands.

“As marcas são um passo fundamental da economia. Um passo em que ainda estamos lentos a dar em vários setores”, diz João Vasconcelos. “As marcas são essenciais para a indústria, quem detém a marca é que tem o maior valor”, diz o antigo secretário de Estado da Indústria.

“Em muitos dos setores o valor está na marca mais do que na produção e nós ainda não entendemos isso. Temos muito poucas marcas nacionais a vingar lá fora”, refere o membro do Conselho Estratégico para a Economia Digital da CIP. “É histórico. Os nossos produtos vingam mais pela qualidade, pelo preço, do que pela marca. É um caminho que temos de fazer, porque é o caminho que vai salvar no futuro, felizmente longínquo espero eu, grande parte dos nossos setores mais tradicionais.”

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