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Susana Albuquerque.”Trago na bagagem maior consistência estratégica”

Susana Albuquerque
Susana Albuquerque

Susana Albuquerque, a nova diretora criativa da Uzina, fala da sua temporada em Espanha e que o que traz na bagagem para a agência nacional

Susana Albuquerque assume na próxima segunda-feira a direção criativa da Uzina. A contratação marca o regresso da criativa no mundo a Portugal, depois de nos últimos quatro anos ter rumado da Lintas para Espanha para a direção criativa da Tapsas Y&R e, depois, a DDB Madrid.

Chega numa fase em que a Uzina quer reforçar a sua ambição ibérica. Ao Dinheiro Vivo, Susana Albuquerque fala do desafio em mãos. António Roquette, CEO da Uzina, fala do que pretende para o futuro da agência.

De Espanha, nem bons ventos… É também assim do ponto de vista criativo? O que sentes que a temporada por Espanha te enriqueceu como criativa?
Susana Albuquerque (SA): Estes 4 anos enriqueceram-me muito profissionalmente. Madrid é um mercado publicitário bastante evoluído a nível conceptual e de produção audiovisual, sobretudo. Além disso, existe a tradição de contar boas histórias na publicidade para tocar emocionalmente as pessoas. Trago esse lado na bagagem, isso e uma maior consistência estratégica. É uma área de que sempre gostei, e que pude desenvolver com algumas marcas grandes como BBVA e Dodot e Ausonia.

Qual o balanço da tua passagem por Espanha?
SA: O melhor possível. Trabalhei em duas grandes multinacionais, uma muito focada em festivais e a outra muito focada no trabalho real para grandes clientes. Sinto que venho profissionalmente mais completa.

Têm a ambição de que a “Uzina seja uma agência ibérica e uma referência criativa na construção de marcas”. Como pretendem realizar essa meta?
SA: A Uzina já tem clientes em Espanha e tem nos escritórios em Lisboa uma equipa bilingue. O desafio que me está colocado é claramente ser uma referência criativa no mercado nacional e que Espanha possa crescer. Só há uma estratégia para conseguir isso, fazer bom trabalho. Lutar pelas ideias mais potentes e mais relevantes, executa-las bem, e trabalhar junto com os clientes que tenham esta mesma ambição.

A estratégia passa por abrir escritório em Espanha ou pensam a partir de Portugal trabalhar mais clientes com presença ibérica?
António Roquette (AR): Para já seguiremos o caminho até aqui: trabalhar criatividade a partir de Lisboa. A Uzina tem no entanto duas agências (uma em Barcelona e outra em Madrid) que a representam em e nalguns casos implementam a criatividade aqui criada.

Essa decisão está relacionada com o facto de marcas multinacionais estarem concentrar em Espanha os seus escritórios, bem como o marketing?
AR: Sim. Existem muitas oportunidades e é claramente uma oportunidade estar em Espanha. Temos já 8 anos de uma relação diária com aquele mercado e sabemos que o podemos desenvolver.

Qual vai ser o foco ao nível de negócio? Novos negócios, crescer dentro dos atuais clientes…
AR: A contratação da Susana foca-se em melhorar a equipa e com isso ter a ambição de ser cada vez mais uma referência criativa. A Uzina tem crescido muito e sabemos que a qualidade do trabalho é proporcional o aumento do negócio, pelo que os crescimentos nos atuais cientes e em novos será certamente uma consequência.

Esta nova fase da agência passa pelo seu reforço ao nível criativo, accounts?

SA: Primeiro passa por juntar a minha forma de trabalhar à da Uzina e avaliarmos necessidades. E depois “ir con todo”, como dizem em Espanha.

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