Publicidade Mobile

Trocaria dados por publicidade no seu smartphone? Meo lança novo formato

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Meo lançou serviço Free Net&More, em que oferece aos clientes 250 mega de dados se aceitarem receber publicidade no ecrã bloqueado do seu smartphone

Estaria disposto a receber publicidade no ecrã bloqueado do seu telemóvel em troca de dados? A Meo espera que os clientes do operador móvel digam que sim. A companhia acaba de lançar, com a start up neozelandesa Postr, o Free Net&More, que propõe a oferta de 250 megas de dados/mês se aceitar receber este formato publicitário no seu smartphone.

“Temos um universo de até 5 milhões de clientes que podem aderir ao serviço”, diz João Epifânio, administrador com o pelouro da área de consumo, ao Dinheiro Vivo. Um serviço que o responsável considera que poderá vir a ter potencial junto a um segmento mais jovem. Além dos clientes Meo, o serviço estará disponível junto dos clientes da marca para o segmento jovem Moche, “esperamos que seja por ai que o serviço venha a proliferar”.

Em média, desbloqueamos os ecrãs de smartphones 125 vezes por dia, segundo os números apresentados pela operadora. Com este serviço, a Meo impacta os consumidores, num terminal que os acompanha em quase todos os momentos. Cerca de uma dezena de marcas já aderiram a esta proposta que, na prática, oferece a possibilidade de comunicar de uma forma direcionada. É a equipa comercial do Sapo que vai comercializar este produto, mas João Epifânio não adianta qual o potencial de receita para esta nova oferta comercial da empresa, inserida no terceiro pilar estratégico do grupo Altice, a publicidade. A nível mundial o mercado publicitário digital vale 23 mil milhões de euros.

Mas não será este um formato demasiado intrusivo, levando à sua rejeição pelo consumidor? João Epifânio acredita que não. “É o oposto”, diz, na medida em que exige “uma ação deliberada do consumidor”, que tem de baixar a aplicação e tem de preencher um pequeno questionário com alguns dados que vão permitir definir os interesses, melhor adequando o tipo de publicidade que vai receber. Depois esta ação é “de alguma forma remunerada”. Os clientes recebem 250 megas de dados e, conforme a sua interação com a publicidade, podem ganhar pontos que se transformam em mais dados. “No limite é uma forma dos clientes poderem ter dados gratuitos durante todo o mês”, refere o administrador.

Trata-se do primeiro deployment da aplicação na Europa, (neste momento apenas para o sistema operativo Android, seguindo-se em breve para o iOS), mas há vontade dos criadores da aplicação em levá-la para outros mercados.

Antigo designer de publicidade Milan Reinartz estava frustrado com os formatos publicitários mobile, pequenos e com pouca informação, e decidiu avançar com a aplicação. Arrancaram na Nova Zelândia, mas hoje já estão em 10 mercados. “Estamos em testes na Alemanha e estamos a tentar trabalhar em Espanha. Estamos também a olhar para o norte de África, México e América Central”, diz ao Dinheiro Vivo.

“Estamos a tentar globalizar a empresa”, afirma. “Já recolhemos 7 milhões em duas rondas de investimento sobretudo de investidores asiáticos”, conta. São 25 pessoas.

“Dei-me conta que Portugal tem um ambiente muito favorável para as startups. Queremos construir um centro de operações aqui, a razão é acesso: Lisboa tem grande acesso à Europa Central, bem como ao Norte de África e América Latina por isso acho que é um bom local se queremos entrara nesses mercados”, considera.

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