Avaliação bancária das casas com subida de 24 euros/m2 em maio

Valor da avaliação bancária em maio subiu 1,8% para 1380 euros por metro quadrado, face ao mês anterior.

Mariana Coelho Dias
Área Metropolitana de Lisboa regista, juntamente com o Algarve, os valores mais elevados no valor mediano da avaliação bancária nos apartamentos © Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

O valor mediano de avaliação bancária na habitação subiu para 1380 euros por metro quadrado em maio, verificando-se um aumento de 24 euros (1,8%) face ao mês anterior. A taxa de variação homóloga fixou-se nos 13,9%, sendo que em abril do ano passado a taxa foi de 13%.

"Refira-se que o número de avaliações bancárias consideradas ascendeu a cerca de 33 mil, mais 8,0% que no mesmo período do ano anterior", refere o Instituto Nacional de Estatística (INE), no Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação, divulgado esta segunda-feira.

De acordo com o INE, o maior aumento relativamente a março de 2022 registou-se na Região Autónoma da Madeira, com 1,8%. A Região Autónoma dos Açores foi a única a apresentar uma variação em cadeia negativa, registando menos 0,3%. Comparativamente com o igual período do ano anterior, foi no Algarve onde se verificou a maior variação (18%) e nos Açores onde se registou a menor (6,8%).

Apartamentos nos 1529 euros/m2

No que respeita aos apartamentos, o valor mediano de avaliação bancária foi de 1529 euros por metro quadrado (euros/m2) em maio, o que significa um aumento de 15,3% relativamente ao período homólogo do ano anterior. Foi no Algarve e na Área Metropolitana de Lisboa onde se registaram os valores mais elevados, com 1840 euros/m2 e 1825 euros/m2, respetivamente. Já o valor mais baixo verificou-se no Alentejo, com 973 euros/m2. O Algarve apresentou o crescimento homólogo mais expressivo (20,6%), enquanto a Região Autónoma da Madeira o menor (9,8%).

Comparativamente com abril de 2022, o valor da avaliação de apartamentos subiu 1,5% e foi na região Centro que se registou a maior subida, com 2,8%, tendo-se verificado apenas uma descida de 0,1% no Alentejo. Revela ainda o documento que "o valor mediano da avaliação para apartamentos T2 subiu 21 euros, para 1 550 euros/m2, tendo os T3 subido 26 euros, para 1 371 euros/m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 79,4% das avaliações de apartamentos realizadas no período em análise".

Moradias nos 1104 euros/m2

Nas moradias, o valor mediano da avaliação bancária foi de 1104 euros por metro quadrado, em maio, o que representa um acréscimo de 9,1% em relação ao mês homólogo de 2021. Foi na Área Metropolitana de Lisboa e no Algarve onde se registaram os valores mais altos, com 1847 euros/m2 e 1824 euros/m2, respetivamente. O valor mais baixo verificou-se no Alentejo, com 903 euros/m2, e Centro, com 912 euros/m2. Neste sentido, foi a Área Metropolitana de Lisboa que apresentou o maior crescimento homólogo (15%) no valor mediano da avaliação bancária das moradias - já o menor ocorreu no Alentejo (3,7%).

Comparando com o mês anterior, verificou-se um aumento do valor da avaliação bancária de moradias de 1,9%. A Região Autónoma da Madeira apresentou o aumento mais acentuado (5,4%), tendo-se verificado uma única descida, na Região Autónoma dos Açores (-0,8%). "O valor mediano das moradias T2 subiu 10 euros, para 1 065 euros/m2, tendo as T3 subido 20 euros, para 1 087 euros/m2 e as T4 41 euros, para 1 158 euros/m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 88,8% das avaliações de moradias realizadas no período em análise", indica o INE.

Três regiões acima da mediana

Foi no Algarve, na Área Metropolitana de Lisboa e no Alentejo Litoral onde se registaram valores de avaliação superiores à mediana do país, com 33,3%, 32,5% e 5,3%, respetivamente. Beiras e Serra da Estrela foi a região que apresentou o valor mais baixo em relação à mediana do país (-50%).

De acordo com o INE, para a realização deste inquérito à Avaliação Bancária na Habitação foram consideradas 33 130 avaliações, mais 8% do que no igual período em 2021. Destas, 21 215 foram apartamentos e 11 915 moradias. Em comparação com maio do ano passado, realizaram-se mais 787 avaliações bancárias, o que corresponde a um aumento de 2,4%.

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