Mobi Summit

Andar de transporte público vai dar créditos em Cascais

Conselho Estratégico do Portugal Mobi Summit 2019 na Nova SBE: Rui Rei, Presidente Cascais Próxima; Jean Barroca, Deloitte Portugal; Paulo Tavares, jornalista TSF; Afonso Camões, Administrador Executivo Global Media Group; Rosália Amorim, Diretora Dinheiro Vivo; Daniel Traça, Dean Nova SBE; Vera Pinto Pereira, CEO EDP Comercial; Pedro Almeida, CEO SIVA; Luís D'Eça Pinheiro, CMO Brisa e Adminstrador Via Verde Serviços; Sérgio Carvalho, Diretor Marketing Fidelidade; José Rui Felizardo, CEO CEiiA.

( Filipa Bernardo/ Global Imagens )
Conselho Estratégico do Portugal Mobi Summit 2019 na Nova SBE: Rui Rei, Presidente Cascais Próxima; Jean Barroca, Deloitte Portugal; Paulo Tavares, jornalista TSF; Afonso Camões, Administrador Executivo Global Media Group; Rosália Amorim, Diretora Dinheiro Vivo; Daniel Traça, Dean Nova SBE; Vera Pinto Pereira, CEO EDP Comercial; Pedro Almeida, CEO SIVA; Luís D'Eça Pinheiro, CMO Brisa e Adminstrador Via Verde Serviços; Sérgio Carvalho, Diretor Marketing Fidelidade; José Rui Felizardo, CEO CEiiA. ( Filipa Bernardo/ Global Imagens )

Município vai usar app inovadora do CEiiA, que dará benefícios a quem poupe CO2 nas deslocações.

Cascais promete ser o primeiro município português em que os utilizadores de transportes públicos vão acumular créditos, por baixarem as emissões de CO2, que podem ser trocados por serviços municipais, como concertos, exposições e afins, disse o presidente da Câmara Municipal de Cascais. “É uma revolução e o principio de uma nova moeda local”, afiançou o autarca, na primeira reunião do conselho estratégico do Portugal Mobi Summit, que se realizou nesta semana na Nova School of Business & Economics, em Carcavelos, que acolherá a cimeira internacional de mobilidade, em outubro. A freguesia de Cascais será também pioneira com o arranque, neste mês, do primeiro veículo autónomo a circular entre a estação de comboios e a universidade”, disse Carlos Carreiras.

Em ambas as inovações está o engenho do CEiiA (centro de engenharia e desenvolvimento de produto nas áreas de aeronáutica, mobilidade, oceanos e espaço) que lança neste mês em Nova Iorque “uma plataforma pioneira a nível mundial na criação do primeiro sistema de gestão de sustentabilidade das cidades, que pode quantificar, valorizar e transacionar créditos sobre emissões poupadas”, revelou o seu presidente executivo, José Luís Felizardo.

“Isto é completamente revolucionário, porque coloca o ónus e o desafio ao nível do utilizador: eu vou poder alugar uma bicicleta, ou utilizar o transporte público em função dos créditos que acumulei, com as emissões poupadas, na forma como me desloquei”, explica o CEO. Ou seja, passou a existir um modelo de negócio para a sustentabilidade que valoriza os comportamentos e, como tal, passa a haver uma fórmula que dignifica o utilizador.

O gestor do CEiiA, parceiro da iniciativa do Global Media Group e da EDP, considera que “o Portugal Mobi Summit é uma oportunidade para mostrar que o país está na linha da frente nesta matéria”.
Igualmente empenhada em liderar e promover a mobilidade elétrica em Portugal, a EDP Comercial acabou de lançar uma campanha para divulgar as novas soluções de carregamento quer na via pública quer em espaços privados. Segundo a CEO Vera Pinto Pereira, “estamos a registar uma adesão crescente, com mais de oito mil cartões ativos de mobilidade elétrica”. Vera Pinto Pereira revelou que estes carregamentos elétricos já permitiram uma poupança de 500 toneladas de CO2”. Até finais de maio, a elétrica conta lançar novas soluções para medição e faturação personalizada de consumos de carregamento em condomínios e garagens partilhadas.

É precisamente para ajudar a encontrar soluções inovadoras para os problemas da mobilidade que o reitor da Nova SBE, Daniel Traça, lançou o desafio aos parceiros para identificarem pontos críticos e pô-los à discussão de alunos e professores, beneficiando da sua criatividade e diversidade internacional.
Parceiro original do Portugal Mobi Summit, a Brisa Via Verde – que criou um ecossistema de serviços de mobilidade, desde o célebre identificador nas autoestradas ao estacionamento pago e ao carsharing – está ainda preocupada com a segurança rodoviária. Luís D’Eça Pinheiro, administrador da Via Verde Serviços, referiu que, numa altura em que se discutem seguros de responsabilidade civil para os veículos autónomos, há uma série de projetos em desenvolvimento, sendo um deles em colaboração com a seguradora Fidelidade, também parceira desta iniciativa.

Pela Fidelidade, o seu diretor de marketing, Pereira Carvalho, disse que estão a ser estudados produtos que se adaptem aos novos riscos e serviços da nova mobilidade. Trata-se também de passar do negócio do risco para os serviços, sublinhou. Sobre os veículos autónomos, Pereira Carvalho aponta vários desafios: se for contornado o tema da ética, muda a tipologia do seguro, passa a ser de responsabilidade civil de equipamentos. A receita gerada também é diferente.

Para o Grupo Volkswagen, “a mobilidade elétrica é um pilar estratégico, bem como mudar o chip de mero construtor de veículos para um prestador de serviços de mobilidade”, referiu o CEO da SIVA. O grupo prevê lançar 30 modelos elétricos até 2021 e 15 fábricas novas na Europa até 2025, num investimento total de 70 mil milhões de euros. Um dos maiores desafios é baixar o custo das baterias, pois, só para se ter uma ideia, dos 20 mil milhões que se vai investir em carros, 50 milhões dizem respeito apenas às baterias. “O foco agora é conseguir preços mais acessíveis – o que vai acontecer com o novo Volkswagen ID -, melhorar a autonomia e criar incentivos de conveniência, como, por exemplo, isentar os elétricos de pagar estacionamento em certas zonas ou permitir que circulem em faixas bus”, referiu Pedro Almeida.

Em jeito de conclusão, Jean Barroca, smart cities manager da Deloitte, considerou que “não há negócio que não vá mudar por completo, desde o setor público às receitas do IUC e IRC”. O papel das cidades na regulação de oferta e procura vai transformar-se completamente, acrescentou, defendendo a necessidade de garantir a cobertura da oferta dos transportes e criar um ecossistema. A mobilidade e as smart cities são uma área estratégica para a Deloitte.

Cimeira atrai a Lisboa vanguarda da mobilidade inteligente

O maior evento nacional de mobilidade vai realizar-se em Lisboa, em outubro, pelo segundo ano consecutivo. Neste ano, porém, a ambição do projeto do Global Media Group e da EDP estende-se a todo o país, com três sessões destinadas a debater os maiores desafios nas áreas das smart cities, da indústria automóvel e da segurança, a acontecer nas cidades de Ovar, Setúbal e Faro. A iniciativa conta com a parceria de entidades como a EDP Comercial, a Brisa Via Verde, do CEiiA, da Fidelidade, da Nova SBE e da Câmara Municipal de Cascais e reunirá ao longo dos próximos meses os melhores especialistas nas várias temáticas.

Smart cities | Ovar, 4 de junho
Como é que o avanço da inteligência artificial, do big data e das tecnologias de informação vai transformar a forma como interagimos e nos movemos nos ecossistemas urbanos? O transporte público, a mobilidade partilhada, as infraestruturas, a gestão do tráfego e das vias de comunicação, tudo está a um passo de mudar. Todas as perguntas e respostas com vozes que pensam o futuro global.

Automóvel | Setúbal, 18 junho
Do ponto A ao ponto B de forma sustentável e limpa. O modo como transportamos pessoas e bens está a mudar radicalmente e esta é uma indústria em mudança profunda e disruptiva. Todas as dúvidas sobre veículos sem condutor, as incertezas sobre a transição energética e os novos modelos de negócio. Um dia de debate com os rostos da mudança.

Segurança | Faro, setembro
O impacto das novas tendências em mobilidade na segurança rodoviária e todos os desafios urbanísticos, de infraestrutura e legislativos das novas formas de mobilidade individual. Um novo ecossistema de mobilidade pode trazer-nos cidades menos congestionadas e menos acidentes? Este será um dia de debate com decisores institucionais, investigadores e inovadores.

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