Money Conference

CGD está a “fazer todos os esforços” para distribuir dividendos

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Paulo Macedo, CEO da Caixa Geral de Depósitos, na Money Conference

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a “fazer todos os esforços” para entregar dividendos ao acionista Estado em 2019.

“Desde que esta administração chegou à Caixa que tem como objetivo devolver o dinheiro aos contribuintes. A Caixa foi capitalizada pelo Estado num montante muito significativo. Um dos objetivos da administração é devolver o dinheiro aos contribuintes”, disse Paulo Macedo ao Dinheiro Vivo, à margem da Money Conference.

Salientou que em primeiro lugar, o objetivo do banco público “é proteger os depositantes e ter uma CGD sustentável no longo prazo” mas, “face ao montante que foi recebido, há que pensar faseadamente no tempo em devolver esse montante aos contribuintes”.

Salientou que para a Caixa pagar dividendos “é preciso primeiro aprovar uma política de dividendos”.

“Isto não é uma questão casuística. Em segundo é preciso ter um montante de valores distribuíveis compatíveis. O que desde logo implica que tenha determinados rácios acima do seu nível de capital”, sublinhou. O banco precisa ainda de ter “uma almofada para fazer face a situações adversas designadamente os resultados dos testes de stress que a Caixa e outros bancos foram sujeitos e que estão agora a ser entregues e que ainda haja autorizações quer do supervisor, quer da Direção-Geral da Concorrência”.

“Portanto, há aqui um conjunto muito grande de requisitos a ser cumpridos para que este dinheiro possa começar a ser devolvido aos portugueses”, destacou.

“O que estamos a fazer é todos os esforços para isso (distribuir dividendos em 2019). Mas só depois de termos todas estas seguranças”, disse.

Sobre a redução do nível de crédito malparado, apontou que “está a correr de maneira muito célere” e no sentido de “descer abaixo dos dois dígitos até 31 de dezembro”.

“Este mês concretizamos a venda de uma carteira significativa pelo que, neste momento, estamos a falar da CGD com os designados NPL inferiores a 10%, o que representa uma evolução muitíssimo significativa”, afirmou. Lembrou que o banco reduziu a sua carteira de crédito mau em quatro mil milhões de euros entre 2016 e 2018.

“Não o podemos fazer de forma totalmente acelerada porque se não destruímos valor. Estamos muito melhor do que estávamos. A média da Europa é metade da nossa pelo que há um trabalho muito grande a continuar”, salientou.

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