Mercedes-EQS: Novo modelo de luxo elétrico rivaliza com Tesla com 770 km de autonomia

Totalmente elétrico, o novo EQS é apresentado pela Mercedes-Benz como o momento de viragem para a marca. Afigurando-se como um "alter ego" do Classe S, o EQS recorre aos mesmos critérios de luxo e de requinte dessa berlina, mas com uma arquitetura totalmente elétrica e tecnologia de ponta que lhe permitirá, por exemplo, conduzir-se sozinho em autoestrada com condução autónoma de Nível 3. Com uma bateria de nova geração, a sua autonomia pode chegar aos 770 quilómetros.

Poder-se-á dizer que a Mercedes-Benz não poupou esforços na definição deste seu novo elétrico como o corolário da experiência de luxo em formato elétrico. Sendo o primeiro automóvel da companhia a ser produzido de raiz com fundamento elétrico numa plataforma modular para os executivos elétricos, o novo EQS promete uma conjugação de funcionalidades capaz de impressionar condutor e ocupantes. Ola Källenius não se escusou mesmo a referir-se a este modelo como "um verdadeiro ponto de viragem na marca, sendo o resultado do esforço de muita gente da nossa equipa que trabalhou arduamente para fazer deste automóvel uma realidade".

Este é apenas um dos pilares traçados pela marca com o seu programa Ambition 2039, com o qual espera obter uma frota completamente neutra em carbono dentro de 20 anos.

Visualmente, o EQS prima pela "limpeza" nas suas linhas, com um trabalho meticuloso na eficiência aerodinâmica que lhe vale mesmo o epíteto de automóvel de produção em série mais aerodinâmico do mundo com apenas 0.20 Cx de coeficiente de arrasto. Ou seja, as suas linhas foram pensadas sobretudo para não interferirem com o propósito de uma autonomia mais estendida.

A recuperação energética promete ser ainda determinante nesse fator, podendo recuperar até 290 kW apenas com o sistema de regeneração de energia cinética. A desaceleração automática é acionada igualmente caso o veículo detete outro modelo adiante, em proximidade, numa tecnologia de recuperação inteligente de energia que já se pode encontrar nos híbridos plug-in da marca atualmente e nos seus elétricos. No EQS são ainda utilizados dados da topografia e do sistema de navegação para ajudar na eficiência energética. O condutor poderá selecionar manualmente o nível de recuperação, tendo três níveis à sua disposição (quatro se se considerar o modo que desativa o propósito de retenção): D, D- e D-.

Um dos destaques estéticos está na opção de desenho da secção dianteira, com uma unidade designada de "Painel Preto", com os faróis, ligados por uma faixa de luz, e a grelha do radiador em preto a formarem a face distintiva do modelo. Mas, noutro retoque de exclusividade, está disponível opcionalmente um padrão de estrela tridimensional. Este designado padrão Mercedes-Benz está disponível em conjunto com a linha de equipamento AMG Line Exterior ou Electric Art Exterior.

Potência sem ruído

Os primeiros modelos no mercado serão o EQS 450+ com 245 kW (329 CV) de potência e 568 Nm de binário e o EQS 480 4MATIC com 385 kW (516 CV) de potência e 855 Nm de binário máximo, com o primeiro a dispor de tração traseira e o segundo de tração integral 4MATIC. A bateria de iões de lítio de 107.8 kWh que congrega os mais recentes avanços da marca na sua conceção, permitirá uma autonomia até 770 quilómetros de acordo com o mais exigente ciclo WLTP. A marca revela ainda que haverá uma bateria de 90 kWh, mas não revelou detalhes dessa unidade.

O EQS estreia uma gama de baterias de nova conceção com uma maior densidade energética, com a maior das duas baterias a dispor de uma capacidade utilizável de 107.8 kWh, cerca de mais 26% do que o EQC 400 4MATIC. Um dos pontos de destaque deste componente é o facto de todo o seu software de gestão ter sido desenvolvido internamente com vista às necessidades de eficiência e fiabilidade, permitindo ainda atualizações posteriores "over-the-air".

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