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França reforça presença militar no Mediterrâneo. Tensão com a Turquia aumenta

EPA/Kay Nietfeld / POOL
EPA/Kay Nietfeld / POOL

A França reforçou a sua presença militar no mar Mediterrâneo Oriental, anunciou hoje o Governo em sinal de apoio à Grécia e aumentando as tensões contra a Turquia, país determinado em ganhar vantagem na exploração de petróleo e gás.

As tensões entre franceses e turcos são recorrentes e Paris condenou recentemente um ataque aéreo turco no Iraque, noticia a agência AFP.

Já o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, acusou o seu homólogo Emmanuel Macron de ter objetivos coloniais no Líbano.

Os franceses destacaram temporariamente dois aviões caças Rafale e dois navios de guerra no Mediterrâneo Oriental, com o objetivo de vincar a sua vontade em “garantir o respeito ao Direito Internacional”, anunciou Paris.

Nos últimos dias as tensões aumentaram naquela zona rica em petróleo, com Atenas a acusar Ancara de realizar pesquisas ilegais de energia nas suas águas.

Emmanuel Macron lamentou na quarta-feira “as tensões causadas pelas decisões unilaterais da Turquia sobre a exploração de petróleo”.

O governante francês pediu também uma “maior consulta” entre Ancara e Atenas com mediação alemã.

Os dois caças Rafales farão uma “escala de alguns dias” em La Sude, em Creta [ilha da Grécia], segundo revelou o Ministério das Forças Armadas francês.

Os caças tinham sido enviados para o Chipre entre segunda a quarta-feira para um exercício.

Já o porta-helicópteros “Tonnerre”, que está a caminho de Beirute, onde deve fornecer ajuda ao Líbano na sexta-feira após a explosão no porto da capital libanesa em 04 de agosto, foi acompanhado durante a madrugada de quinta-feira pela fragata “La Fayette”.

Ambos os navios realizaram um exercício com a Marinha grega.

A descoberta nos últimos anos de vastos campos de gás no Mediterrâneo Oriental aumentou o interesse dos países à volta e alimentou as tensões entre a Turquia e a Grécia, ambos membros da NATO, mas em desacordo quanto às delimitações das suas fronteiras marítimas.

A situação piorou na segunda-feira, após Ancara ter instalado um navio de pesquisa sísmica, escoltado por embarcações militares, no sudeste do mar Egeu. A Marinha grega também está presente naquela área.

Recep Tayyip Erdogan anunciou que manteve conversações com a chanceler Angela Merkel na quinta-feira sobre as tensões com a Grécia.

“Ela pediu uma solução para os problemas dentro da estrutura do Direito Internacional e dos princípios de diálogo e justiça”, destacou Ancara, sobre um diálogo que foi confirmado pelos alemães, sem acrescentarem mais detalhes.

O Presidente turco também lançou uma nova acusação contra Emmanuel Macron, após a viagem altamente divulgada de seu homólogo a Beirute, dois dias após a explosão monumental que devastou o porto e muitos bairros da capital libanesa.

“O que Macron e companhia querem é restaurar a ordem colonial” no Líbano, atirou Erdogan, acusando o seu homólogo francês de “fazer um ‘show’ em frente às câmaras” de televisão.

Emmanuel Macron continua a denunciar as ambições regionais da Turquia, acusando-a de violar a soberania da Grécia e do Chipre e de ter “responsabilidade criminal” no conflito na Líbia.

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