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Luís F. Lourenço
Luís F. Lourenço

2021: odisseia nas finanças pessoais

Chegados às últimas semanas do ano, só queremos que chegue 2021 e que, como que por magia, o novo ano traga uma cura imediata para a covid e os problemas sociais e económicos que advieram da pandemia. 2021 trará, a seu tempo, a desejada vacina e a normalização da situação sanitária, mas é pouco provável que escapemos a uma profunda crise económica. É nesse contexto que 2021 será terreno fértil para que nos informemos mais e ponhamos em prática ensinamentos de educação financeira. Só controlando as nossas finanças, controlamos a nossa vida e, se for caso disso, só recuperando o controlo das nossas finanças, recuperamos o controlo da nossa vida. Porque, como vimos este ano, quanto ao incontrolável, por definição, nada podemos fazer.

​​​​​​​Sílvia Bessa Venda e José Maria Alves Pereira
​​​​​​​Sílvia Bessa Venda e José Maria Alves Pereira

Streaming: da “terra de ninguém” à (des)leal concorrência

Foi hoje publicada (19 de novembro) a Lei que transpõe a Diretiva (UE) que regula os serviços de comunicação social audiovisual, i.e., televisão e vídeos on demand por subscrição, bem como, certos aspetos relativos aos serviços de plataformas de partilha de vídeos (gerados pelos utilizadores, como é o caso do Youtube e outras plataformas, nomeadamente redes sociais que, ainda que não tenham como principal função a partilha de vídeos, se enquadram nesta definição abrangente).

Jaime Quesado
Jaime Quesado

Economia portuguesa 25 anos depois – Tendências & Desafios

A propósito da celebração dos 25 anos de colaboração nos Cadernos de Economia da Ordem dos Economistas, convidei Luís Cabral e Manuel Rodrigues, dois reputados académicos portugueses em universidades internacionais de referência, a abordar as tendências e desafios que se colocam à nossa economia. No atual panorama de análise da situação económica de Portugal, há duas clarificações a fazer. Primeiro, a crise de crescimento atual é o resultado da pandemia mas não podemos esquecer que a não convergência para a média de rendimento per capita da UE dura há cerca de duas décadas e, por isso, em paralelo àquele fenómeno macroeconómico há um problema estrutural em Portugal. Segundo, se existe um problema específico no País, na sua estrutura económica, coloca-se a questão de como o resolver e se é possível resolvê-los com relativa probabilidade de sucesso, dada a abertura da nossa economia e as redes desenvolvidas nos últimos anos.

Manuel Falcão
Manuel Falcão

Anunciar nos "media" reforça a confiança nas marcas

Desde que me recordo, há um debate sobre benefícios e malefícios da publicidade nos órgãos de comunicação. Para mim a publicidade faz duplamente parte da informação: porque nos traz notícias de produtos e sua comercialização e também porque até agora a sua existência, e o dinheiro que colocam nas organizações de media, é a mais sólida garantia da independência da informação, da liberdade de opinião, do debate público e da ligação a comunidades locais que só uma imprensa livre pode proporcionar. As receitas da publicidade geram mais garantias de independência e de liberdade do que qualquer subsídio estatal ou benesse governamental. A melhor, mais livre e mais plural informação existe nos países onde há uma economia sólida em que as marcas comunicam com os consumidores através da publicidade - seja no papel, na rádio, na televisão, nos cartazes de rua ou no digital - aqui cada vez de forma mais relevante.