Mais Opinião

Bruno Castro
Bruno Castro

Ransomware: o dinheiro ou os dados?

A segunda vaga de Covid-19 voltou a fechar-nos em casa, com aulas à distância e em teletrabalho, deixando a descoberto as fragilidades digitais que ainda persistem na grande maioria das organizações e empresas portuguesas. Mais uma vez, voltámos a estar na mira dos grupos cibercriminosos, que se aproveitam do facto de existir um número muito maior de potenciais alvos para desenvolverem ciberataques, com enorme taxa de sucesso e com enorme impacto reputacional e financeiro.

Rui Baltazar
Rui Baltazar

De olhos postos no futuro: do Mild Hybrid ao Fuel Cell

Caminhamos todos os dias para uma mobilidade mais sustentável. No entanto, a realidade é que sempre que falamos em carros ecológicos, pensamos logo em veículos 100 por cento elétricos. Mas não é só deste tipo de tecnologia que são feitos os veículos, seja do presente ou do futuro, "mais amigos" do ambiente. Na realidade, estamos rodeados de opções eletrificadas sustentáveis, desenvolvidas com o objetivo de potenciar a eficiência energética dos veículos, procurando simultaneamente reduzir as emissões dos gases nocivos para os seres humanos e que contribuem para o agravamento do efeito de estufa, em alguns casos, para zero.

Pedro Amaral Jorge
Pedro Amaral Jorge

As renováveis ao serviço da biodiversidade

A par com a descarbonização, o tema mais relevante no domínio do ambiente vai passar a ser a preservação da biodiversidade e o restauro e recuperação dos ecossistemas. É esta a convicção do Ministro do Ambiente e Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, que fez questão de transmiti-la ao encerrar a conferência remota que abordou as práticas mais sustentáveis relacionadas com a energia eólica e a preservação e mitigação da biodiversidade: Wind Energy and Biodiversity Summit (WIBIS), organizada pela APREN a 27 e 28 de janeiro.

Luís Gonçalves
Luís Gonçalves

Como vender batatas e um curso de meditação no barbeiro?

Nos últimos dias fui repetidamente questionado por empreendedores, responsáveis por microempresas, que perfazem boa parte do nosso tecido económico, sobre como enfrentar a extrema digitalização dos seus negócios em conjugação com a impossibilidade de comercializar os seus produtos no mundo real. Esteticistas, pequenos restaurantes, agricultores, um mundo de empreendedores que no último ano viram os seus rendimentos caírem 100%, querem saber o que fazer neste novo mundo?

Ariel Quintana
Ariel Quintana

Nas cidades do futuro, estar no digital vai ser tão natural como respirar 

Há 170 anos, uma pandemia mortal tomou o mundo de assalto. Surtos de cólera atingiram países em vagas sucessivas, tendo morto mais de um milhão de pessoas na Europa. Em Londres, John Snow, um médico local, teve a ideia radical de registar cada morte num mapa da cidade e investigar diferentes grupos de fatalidades, um trabalho que veio a identificar a origem do surto - um poço público contaminado, em Broad Street. A descoberta evidenciou não só que a cólera era transmitida pela água (e não pelo ar, como se pensava entre a comunidade médica), como deu origem a uma nova era de crescimento urbano em todo o mundo, sustentada pelo saneamento.

Rui Martins
Rui Martins

Mais segurança para os IoT (os aparelhos 'smart' nas nossas casas)

Recentemente a Califórnia aprovou uma lei sobre cibersegurança sobre os "smart devices" que hoje se começam a tornar populares (desde SmartTVs, a aspiradores, frigoríficos, monitores cardíacos, automóveis, sensores mecânicos industriais, campainhas de porta e, até, torradeiras), A Lei SB-327 prescreve que a partir de 2020 todos os fabricantes de "smart devices" (IoT or "Internet of Things") que se ligam directa ou indirectamente à Internet devem incorporar um conjunto "razoável" de medidas de segurança:

Ana Rita Guerra
Ana Rita Guerra

Darth Zuckerberg e o império Facebook

No intervalo dos Globos de Ouro, que foram transmitidos este fim-de-semana na NBC, os espectadores assistiram a um anúncio que a Apple tem promovido nos últimos meses. Nele, pessoas em situações corriqueiras partilham informação pessoal em voz alta e com estranhos - como a mulher que dá aos transeuntes o seu número de cartão de crédito através de um megafone. A mensagem da Apple é esta: os dados pessoais não devem ser partilhados e o iPhone é o telemóvel que permite manter essas informações privadas.

Ricardo Mena
Ricardo Mena

Ajudar genuinamente fará a diferença no "admirável mundo novo" das marcas

Tal como a rede social Clubhouse, a responsabilidade social é uma das palavras de ordem do momento. É suposto gerar frutos no presente e maior crescimento e oportunidades no futuro. Mas será mesmo assim? Será que todas as marcas têm perfil para acompanharem esta tendência? Será que a pandemia veio inverter as prioridades, dando novamente lugar à vertente económico-financeira ou esta uni-exclusividade já é um conceito do passado? Vale a pena refletir.

Jaime Quesado
Jaime Quesado

Porque é que precisamos de uma Marca Portugal forte?

Num tempo complexo e incerto como este, em que as empresas precisam de se reposicionar nos competitivos mercados internacionais, precisamos de apostar numa MARCA PORTUGAL forte. Nunca como agora os talentos portugueses espalhados pelo mundo são tão fundamentais para mostrar que há um novo capital de competência estratégica de base nacional. Numa época de crise complexa, esta aposta neste novo desígnio é um sinal de confiança na competitividade portuguesa e na capacidade muito concreta de se alterar duma vez por todas o modelo de desenvolvimento económico para o futuro. O futuro de Portugal faz-se com uma aposta clara na inovação competitiva e é essa a mensagem central que importa deixar nestes tempos complexos. Por isso apostar numa MARCA DE PORTUGAL forte é um desafio tão importante.

Maria da Graça Carvalho
Maria da Graça Carvalho

As lições da Irlanda e da Dinamarca

Há pouco menos de uma década, a onze de abril de 2011, era assinado o memorando de entendimento que marcava a entrada da troika em Portugal. Pela mesma altura, outro país europeu, a Irlanda, cumpria já o seu plano de ajustamento económico, iniciado alguns meses antes. Como sabemos, ambos viriam a honrar o apertado caderno de encargos estipulado por Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional. Infelizmente, as semelhanças ficaram-se por aí.

Manuel Azevedo
Manuel Azevedo

Energias renováveis o que se espera para 2021

Se antes considerávamos que 2020 seria o ano em que o setor energético se iria revolucionar, onde surgiriam novas iniciativas ligadas à sustentabilidade e à eficiência energética, desde cedo percebemos que não iria acontecer. 2020 foi um ano totalmente atípico em que, se por um lado, evoluímos muito a nível tecnológico, de forma a dar resposta à pandemia que nos assola, por outro, existiram setores que praticamente lutaram para não regredir.

Vasco Pinto
Vasco Pinto

A persistência do erro

No rescaldo do incêndio mediático que em julho destruiu dois abrigos ilegais de animais de companhia e provocou a morte de dezenas de animais em Santo Tirso, enquanto a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, era ouvida na Comissão de Agricultura e Mar, o Ministro do Ambiente e da Ação Climática anunciava a saída dos animais de companhia da alçada da Direção-geral de Agricultura e Veterinária (DGAV) para a alçada do Ministério do Ambiente, mais concretamente para o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).

António Pais Vieira
António Pais Vieira

O diabo está nos detalhes

A esperança neste plano começa a dissipar-se à medida que avançamos no documento e nos apercebemos que investimentos, reformas e apoios passam quase exclusivamente pelo Estado. Grande parte dos fundos europeus será canalizada para as sempre expansivas instituições estatais, cada vez mais dependentes destes e condenando o país a mais impostos e dívida no futuro. Aliás, uma das partes mais impressionantes desde documento é que nenhum investimento tem qualquer tipo de retorno ou custo futuro contabilizado.

Carlos Brito
Carlos Brito

A ciência precisa de marketing?

Numa altura em que o Governo acabou de nomear os membros do Conselho Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, vale a pena recordar que Portugal investe cerca de 1,5% do seu PIB em investigação e desenvolvimento. Não é muito se comparado com a média da União Europeia que se situa na casa dos 2,2%. Mas, apesar de tudo, representa um esforço superior ao de Espanha e idêntico ao realizado por Itália. Só o ensino superior português investe cerca de 1,2 mil milhões de euros por ano em I&D.