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Opinião. O conservadorismo mata: três ideias fortes

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Cada vez mais é importante que os anunciantes façam consultas periódicas ao mercado, que introduzam novos conceitos e estratégias

1A paisagem mediática muda todos os dias e o consumo de media varia cada vez mais. É rara a semana em que não me sugerem uma nova aplicação, um novo agregador de conteúdos, um novo site, ou uma nova newsletter, ou mesmo uma nova publicação online ou um canal de YouTube. Na última década tudo mudou na forma como consumimos informação e conteúdos de diversa natureza e as novidades nessa matéria surgem cada vez com mais frequência. O que ontem era certo hoje é cada vez mais incerto – esse é um princípio geral. E a dispersão das pessoas é cada vez maior entre os vários ecrãs que entraram no dia-a-dia de toda a gente. Quando estamos a querer comunicar uma marca aos seus potenciais consumidores temos de estudar cada vez mais quais os seus hábitos e quais os melhores pontos de contacto. E estes comportamentos mudam cada vez mais de geração para geração – nomeadamente no que diz respeito à televisão. Sem perceber isto não se consegue comunicar com eficácia.

2Tal como a mitológica Fénix renasceu, há alguns meios que se reinventam. A rádio ganhou nova força com o streaming e hoje é ouvida de forma mais regular ao longo do dia. E a publicidade exterior, num mundo saturado de ecrãs, está a descobrir que pode ser um importante ponto de contacto. No caso de Portugal, com o enorme afluxo de turistas, o meio exterior passou a ser o único ponto de contacto de marcas internacionais de grande consumo com esses visitantes estrangeiros que não veem os nossos jornais, não ouvem as nossas rádios nem os nossos canais de televisão. Mas há mais, e mais importante: começam a realizar-se em alguns países as primeiras ações com ecrãs digitais publicitários em centros comerciais, que são capazes de ler e analisar os dados de quem circula à sua volta através dos smartphones. Hoje é possível perceber qual o tipo de consumidor e os hábitos de quem tem o smartphone no bolso, a partir do seu historial. E se de repente um grupo de adolescentes se concentra ao pé de determinado ecrã digital de mupi, é possível mudar rapidamente a publicidade de um eletrodoméstico que lá esteja para uma oferta de roupa de uma loja para jovens próxima do local do centro comercial onde tudo isto decorre. Parece fantasia, mas já é realidade. Estar aberto à inovação é a única forma de manter a eficácia.

3Por isto mesmo, é cada vez mais importante que os anunciantes façam revisões periódicas dos seus fornecedores em matéria de planeamento e compra de espaço publicitário. Nem todos funcionam ao mesmo ritmo e nem todos oferecem as melhores e mais atuais soluções. À medida que a tecnologia evolui é cada vez mais importante perceber que não bastam os antigos padrões de avaliação para se tomar boas decisões. Cada vez mais é importante que os anunciantes façam consultas periódicas ao mercado, que introduzam novos conceitos e estratégias, deixando o conforto de uma estabilidade que por vezes dificulta que se obtenham melhores resultados e se siga a mudança da realidade à velocidade que ela ocorre. Questionar o que se faz e com quem se faz dá sempre bons resultados.
Diretor-geral da Nova Expressão, Agência de Planeamento de Media e Publicidade

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