Opinião: Rosália Amorim

2019, o ano do Porco

Bu Xiangdong/Qianlong.com via REUTERS
Bu Xiangdong/Qianlong.com via REUTERS

Sem perder tempo, a China já antecipou em um mês do zodíaco uma meta: a chegada à Lua. Antecipará outras?

A China arrancou o novo ano mostrando todo o seu poder. Esta semana uma sonda chinesa aterrou no lado oculto da Lua. Não só fez história ao chegar a uma área inexplorada como, de imediato, anunciou que em 2020 quer aterrar em Marte.

O Império do Meio surpreendeu o mundo e ainda mal arrancou 2019! Daqui a um mês, vai entrar no ano do Porco, o que representa o final do ciclo no zodíaco do calendário chinês. Nesta fase, entra-se num momento de transição importante mas também sensível, dizem os entendidos. Ao representar o fim do ciclo, o ano do Porco provoca reflexões sobre acontecimentos do passado com a intenção de os fazer evoluir. O porco, animal pouco estimado no Ocidente, representa a Oriente a inteligência e o poder de observação, traz bom humor e jogo de cintura para lidar com obstáculos, e trabalha a determinação e a coragem, para alcançar objetivos.

Sem perder tempo, a China já antecipou em um mês do zodíaco uma meta: a chegada à Lua. Antecipará outras? Na próxima semana, o ministério chinês do Comércio vai receber uma delegação norte-americana, em Pequim, para negociar um acordo que permita apaziguar disputas comerciais entre as duas maiores economias do mundo, que tanto têm dado que falar.

Pretende-se “implementar o importante consenso alcançado na reunião na Argentina”, entre os presidentes dos EUA e da China, Donald Trump e Xi Jinping, segundo um comunicado do mesmo ministério. Este será o primeiro frente-a-frente desde que Trump e Xi concordaram numa trégua de 90 dias, no início de dezembro.

Desde então, Xi baixou as taxas alfandegárias sobre veículos importados dos EUA e recomeçou a comprar soja do país. Trump suspendeu o aumento, de 10% para 25%, nas taxas alfandegárias sobre 175.000 milhões de euros de bens chineses.

Em causa está o plano de Pequim para o setor tecnológico, o Made in China 2025, que quer transformar o país numa potência tecnológica. Washington teme perder o domínio industrial e também digital para um rival estratégico em ascensão… mas o jogo mostra-nos que o Porco está do lado chinês do tabuleiro.

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