2021: O regresso da esperança

Ontem celebrámos o Natal. Terá sido para todos um Natal singular, bem diferente em termos de comemorações e afetos, necessariamente ajustados à nova e inesperada realidade imposta pela pandemia por covid-19.

Dentro de poucos dias entraremos num novo ano. Quero acreditar que será um melhor ano. Temos algumas razões para admitir que assim seja.

O processo de vacinação contra a covid-19, que se inicia amanhã, será uma peça-chave para repor a confiança de todos - Instituições, Empresas, Famílias e cada cidadão.

A nível internacional, o ano será vincado por marcos muito significativos, que exercerão uma influência decisiva na retoma da atividade económica.

É expectável o restabelecimento de alianças comerciais e políticas, nomeadamente no âmbito da provável reativação da parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP), entre a Europa e os Estados Unidos.

A nível europeu, 2021 marca o início de um novo Quadro Financeiro Plurianual, que acresce ao Plano de Recuperação e Resiliência. A já apelidada "bazuca" é seguramente um instrumento muito importante para estimular o investimento e alcançar uma recuperação económica forte e robusta, tornando o bloco europeu e os seus Estados-Membros, de per si, mais resilientes a novos choques de oferta e de procura.

Como refere o Boletim do Banco de Portugal de dezembro, a evolução do investimento empresarial será condicionada pela deterioração da situação financeira de algumas empresas e pela incerteza quanto a alterações nos padrões de consumo e à sua persistência. Por isso, alerta que na recuperação do investimento empresarial têm um papel importante as medidas de apoio à situação financeira das empresas, as medidas de política monetária que contribuem para condições de financiamento favoráveis, os fundos europeus, em particular no âmbito do Programa de Recuperação e Resiliência, e o dinamismo do investimento público.

A nível nacional, estou certo que com a visão estratégica e capacidade de aproveitamento de oportunidades, que tão bem caracterizam os nossos empresários, faremos as escolhas certas, as apostas naqueles investimentos que criam verdadeiramente riqueza no nosso país, que contribuem para reduzir as assimetrias territoriais e, com isso, elevar o nível de vida dos portugueses para o patamar dos países europeus mais desenvolvidos.

Estes são os meus desejos para o Ano Novo.

Luís Miguel Ribeiro, presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP)

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