2021: odisseia nas finanças pessoais

Chegados às últimas semanas do ano, só queremos que chegue 2021 e que, como que por magia, o novo ano traga uma cura imediata para a covid e os problemas sociais e económicos que advieram da pandemia. 2021 trará, a seu tempo, a desejada vacina e a normalização da situação sanitária, mas é pouco provável que escapemos a uma profunda crise económica. É nesse contexto que 2021 será terreno fértil para que nos informemos mais e ponhamos em prática ensinamentos de educação financeira. Só controlando as nossas finanças, controlamos a nossa vida e, se for caso disso, só recuperando o controlo das nossas finanças, recuperamos o controlo da nossa vida. Porque, como vimos este ano, quanto ao incontrolável, por definição, nada podemos fazer.

O primeiro passo a fazer é um diagnóstico e até podemos precisar da ajuda de alguém especializado, mas, em geral, mesmo quando temos vergonha ou falta de coragem de admitir, sabemos quando não temos as nossas finanças debaixo de controlo e quando cada mês é uma aventura. Bem sei que há os que por rendimentos muito limitados pouco podem fazer por si, mas também sei que há muitos outros que se podem ajudar, desde já.

É determinante para o processo apontar todas as despesas e receitas fixas. Nas despesas, sempre que possível, devemos incluir uma soma, por pequena que seja, para poupar para dias mais difíceis como se fosse uma pequena conta que não podemos deixar de pagar. Os números não mentem e com este simples exercício vamos perceber se estamos a gastar mais do que devemos e podemos passar a ter consciência dos nossos erros financeiros. Podemos e devemos imaginar a nossa vida financeira como sendo uma viagem de avião ou de carro. Onde iríamos parar sem instrumentos de bordo? Como saberíamos que estávamos na direção certa e a consumir o nível de combustível adequado? É, por isso, que devemos encarar as finanças pessoais com a mesma mentalidade: vamos criar e utilizar os meios que permitam controlar o que é que controlável, e procurar estar sempre o mais bem preparados possível para o inesperado.

Luís F. Lourenço, Managing Partner da Axelleworth Associates e Headmaster na Your Money Watcher

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