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7 hábitos de pessoas altamente eficazes

Mário Ceitil
Mário Ceitil

Stephen Covey, autor do livro The 7 Habits of Highly Effective People, define um hábito como a “intersecção entre conhecimento, habilidade e vontade” para agir de uma determinada maneira e com um determinado sentido de propósito. Como são padrões de comportamentos “consistentes”, repetitivos e, por vezes, “inconscientes”, os hábitos “são as expressões do nosso caráter e produzem a nossa eficácia… ou a nossa ineficácia.”

Assim, e com base na ideia de que nós somos (também) aquilo que as nossas ações mostram, “o nosso caráter é basicamente um composto dos nossos hábitos”. Diferentes pessoas têm, naturalmente, hábitos diferentes e os “hábitos eficazes” são aqueles que habilitam a pessoa a “alcançar os resultados que pretende, de uma maneira que lhe vá permitindo alcançar ainda melhores resultados no futuro”.

Se quisermos, então, melhorar a nossa eficácia, torna-se necessário adotar padrões comportamentais estáveis que a potenciem, mudando, se necessário, os nossos “paradigmas” e procurando estratégias que nos tornem, de modo consistente e continuado, pessoas “conscientemente competentes”.

Quais são, então os “7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”?

1. Seja proativo – o hábito da visão pessoal

Ser proativo é aceitar que somos responsáveis pelo nosso próprio comportamento e é tomar opções mais na base de valores e princípios, do que sob a pressão das circunstâncias ou das emoções do momento. As pessoas “proativas” são agentes de mudança e optam por não se vitimizarem, não serem reativas nem se queixarem. Assumem-se como a principal força criativa das suas próprias vidas, o que é provavelmente a decisão mais importante e fundamental que cada pessoa pode tomar acerca de si própria.

2. Comece com o fim em mente – o hábito da liderança pessoal

As pessoas que aplicam este hábito modelam o seu próprio futuro pela criação de uma visão e sentido de propósito e de finalidade para os seus projetos e para as suas vidas. Não vivem o dia-a-dia, de modo puramente casuístico e sem terem um claro sentido de propósito na sua mente.

3. Dê prioridade ao que é prioritário – o hábito da gestão pessoal

Dar prioridade ao que é prioritário é, basicamente, cada um focalizar-se no que é importante e saber dizer não àquilo que o não é. É agir de modo a que as coisas realmente importantes não fiquem à mercê de outras menos importantes.

4. Pense ganhar-ganhar – o hábito da liderança interpessoal

Pensar ganhar-ganhar é uma atitude focada na procura de benefícios mútuos em todas as interações, baseada no respeito e na consideração pelos outros. Este hábito encoraja a resolução negociada de conflitos, e estimula os indivíduos a tentarem encontrar soluções reciprocamente vantajosas.

5. Procure primeiro compreender para depois ser compreendido – o hábito da comunicação empática

Quando escutamos realmente com a intenção de compreender os outros, em vez de apenas aproveitar o compasso de espera para preparar a nossa resposta, estamos a construir a verdadeira comunicação e relacionamentos com autenticidade. Quando as pessoas se sentem compreendidas, sentem-se melhor aceites e valorizadas, o que propicia um ambiente mais favorável para falar abertamente e, também, aceitar melhor as opiniões e perspetivas dos outros.

6. Crie sinergias – o hábito da cooperação criativa

Criar sinergias é produzir uma “terceira alternativa”: não a minha, não a tua, mas uma terceira solução, que será melhor do que aquela que qualquer um de nós produziria individualmente. É o fruto do respeito mútuo e da potencialização do poder produtivo e criativo das diferenças, na resolução de problemas e na criação de oportunidades.

7. Afine as ferramentas pessoais – o hábito da renovação pessoal

Este hábito consiste no desenvolvimento de práticas de renovação pessoal, em cada um dos quatro domínios fundamentais da vida: físico, social/emocional, mental e espiritual.

E são estes os 7 Hábitos que constituem o caminho para o sucesso, no respeito por princípios, por valores e mantendo a integridade pessoal. E mesmo para aqueles que, por qualquer razão, não considerem sequer a pertinência de os tentarem praticar, fica, pelo menos, o poder da ideia que eles encerram: a de que, em qualquer circunstância, cada um tem uma responsabilidade real em decidir por si e modelar o seu próprio destino.

Mário Ceitil é professor universitário, presidente da Associação Portuguesa de Gestão das Pessoas (APG) e formador na CEGOC. Vai ministrar a formação da FranklinCovey – Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, entre os dias 13 e 15 de maio, em Lisboa, na CEGOC.

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