Opinião

Opinião. Tempo de reformas

Bruno Bobone Foto:  Gustavo Bom / Global Imagens
Bruno Bobone Foto: Gustavo Bom / Global Imagens

Temos de exigir a quem nos governa que tenha a coragem de fazer as reformas que necessitamos, por mais que lhes custe

Estamos a viver um tempo como há muito não vivíamos: crescimento económico, mais emprego, motivação. São vários os fatores que contribuíram para este estado de coisas e o primeiro foi, sem dúvida, o esforço de contenção que realizámos durante os quatro anos do governo anterior, e que nos permitiu inverter o caminho de despesismo ilimitado e de descontrolo económico e financeiro que não podíamos suportar.

Em segundo lugar, contribuíram as empresas, que conseguiram reinventar-se de modo a tornarem realidade o processo de internacionalização da economia portuguesa. Não tenhamos dúvidas de que uma parte importante da recuperação económica que vivemos se ficou a dever ao excelente trabalho desenvolvido pelas empresas portuguesas e, naturalmente, incluímos no conceito de empresas, toda a equipa de pessoas que nelas trabalham!

Em terceiro lugar, o envolvimento das forças políticas que não faziam parte do “arco da governação” trouxe-nos paz social, o que permitiu criar condições para que se tomem decisões essenciais ao desenvolvimento.

Em quarto lugar, o mais importante: o discurso daqueles que conduzem o destino do país mudou radicalmente, deixando de se focar exclusivamente nos objetivos económicos e passando a falar das pessoas, para as pessoas e pelas pessoas. Esta consideração dada aos portugueses contribuiu enormemente para o clima positivo que temos vivido.

No entanto, este não é o momento de embandeirar em arco, mas sim de aproveitarmos esta oportunidade para realizar as reformas que necessitamos e que são fundamentais para a consolidação da nossa economia e da nossa qualidade de vida. Por isso temos de exigir a quem nos governa que tenha a coragem de tomar essa atitude, por mais que lhes custe. Para o conseguirmos, teremos de contar com instituições que façam um controlo efetivo da governação. Não pode haver governo sem controlo e, por isso, é indispensável conseguir que os partidos que estão na oposição se reinventem para fazer este trabalho.

Mas precisamos também, e cada vez mais, que a sociedade civil se organize de forma a participar na tomada de decisão sobre o caminho de desenvolvimento que queremos. A Câmara de Comércio está totalmente comprometida com este projeto e assumirá o seu papel na representação dos interesses de todos os que querem um Portugal moderno, desenvolvido, integrador e focado em tornar os seus cidadãos em pessoas felizes.

Presidente da Câmara de Comércio e Indústria

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