Portugal Agora

A aprendizagem no séc. XXI: sair da escola e das empresas

smartphone-593321_1920

A cada 60 segundos, muito acontece no Facebook, no YouTube, no Netflix e na vida “real”, em modo offline.

Que tempos estes os que vivemos, a uma velocidade vertiginosa. A cada 60 segundos, muito acontece no Facebook, no YouTube, no Netflix e na vida “real”, em modo offline. O mundo está mais wiki (rápido), mais criativo e mais empreendedor.

Novos tempos exigem novas formas de aprendizagem e torna-se necessário (re)aprender a aprender, tendo em consideração que:

1 – O maior desafio são as pessoas, porque todos somos “humanos”, em contexto de escola/universidade e nas organizações – o chavão human to human (H2H) faz sentido e deve integrar todos os agentes envolvidos no processo: alunos, professores, empreendedores, executivos/profissionais; por outro lado, a questão das gerações vem trazer complexidade ao sistema: baby boomers, X, Y e Z trazem diversidade com diferentes formas de estar, sentir, pensar e aprender.

2 – A necessidade de aprender torna-se uma constante ao longo da vida, sendo este um dos eixos de ação da Comissão Europeia, através do seu programa de lifelong learning (LLP). Mas acima de tudo tem de existir uma aceitação do facto de que esta é uma responsabilidade individual, cada um deve definir o seu “programa”.

3 – Novas fontes de aprendizagem, ferramentas, metodologias e técnicas são uma evidência – a aprendizagem informal assume um papel mais formal, devido à evidência atual da real importância do “ensino” fora das organizações (escola e empresa) – conceitos de co-criação, inteligência coletiva e colaborativa ganham visibilidade e criam evidências nesse sentido, assentes no espírito de comunidade, networking e de partilha (we are smarter than me). Social media, apps e Moocs (massive open online courses) proporcionam um mix de ferramentas diversas, colocando a aprendizagem numa amplitude nunca antes alcançada: 24 horas por dia, 7 dias por semana. Metodologicamente, o mundo torna-se mais visual, criativo e experiencial. Modelos de negócio com base em canvas (tela) ou design thinking; formações com Lego (hands on), assentes em histórias (storytelling) ou com recurso a técnicas de jogos (gamification) tornam a aprendizagem smart fun e mais facilmente interiorizada e recordada.

4 – Surgem novas profissões e novos locais de trabalho. Community managers, instagramers e condutores de UBER? São uma realidade e uma montra daquele que é este novo mercado e que faz mover a economia. Desde que estejamos conectados, em ambiente de co work ou numa simpática esplanada, o trabalho pode fluir a qualquer hora. Não apenas das 9h às 18h e nos dias úteis. As pessoas procuram projetos, satisfação pessoal e flexibilidade, para conciliar a sua vida pessoal e profissional.

E é este o admirável mundo novo que temos, no qual o movimento Portugal Agora tem sido um agente de mudança, convidando qualquer cidadão a ficar em learning mode, always on.

Rita Oliveira Pelica é membro da Equipa de Coordenação do Portugal Agora

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
Ilustração: Vítor Higgs

Indústria têxtil em força na principal feira de Saúde na Alemanha

O Ministro das Finanças, João Leão. EPA/MANUEL DE ALMEIDA

Nova dívida da pandemia custa metade da média em 2019

spacex-lanca-com-sucesso-e-pela-primeira-vez-a-nave-crew-dragon-para-a-nasa

SpaceX lança 57 satélites para criar rede mundial de Internet de alta velocidade

A aprendizagem no séc. XXI: sair da escola e das empresas