A chave digital do sucesso rumo à retoma

Será prudente falar em retoma? Será possível ter um pensamento positivo quanto ao futuro, enquanto ainda estamos longe da imunidade de grupo? O início do desconfinamento, lento e cuidadoso, poderá dar alguma esperança às empresas. Bem como o anúncio do Governo de estar a preparar o prolongamento do apoio à retoma progressiva até setembro, o que ajudará, decerto, muitas delas. Não nos vamos iludir, o caminho ainda é longo.

Mas se muitas Pequenas e Médias Empresas continuam a debater-se com dificuldades, outras encontraram oportunidades de negócio durante esta conjuntura adversa. Como em todas as crises, há sempre espaço para quem encontra um caminho. As empresas com cariz tecnológico continuam a apresentar forte dinâmica, a tendência da transição digital por todo o mundo, tem aberto portas para quem apostou neste setor de atividade. Alguns países da América Latina e Países de Leste, como a Roménia e a Polónia, têm aberto oportunidades para algumas empresas portuguesas, durante este ano de pandemia. Mas, não só, o mercado norte-americano continua a ser uma grande aposta das empresas nacionais de TI.

Quanto aos demais setores, a mudança urge. Na mais recente edição do Barómetro Kaizen, citado pela imprensa, para responder ao atual contexto e tirar partido da expectável retoma da economia, quase metade dos gestores (45%) afirmam já ter iniciado ou estar a planear a revisão do plano estratégico de 3 a 5 anos da sua empresa. 53% dos gestores colocaram a tónica na digitalização dos processos de negócio, para superar a crise. A mudança tem de acontecer, pois a necessidade colocou urgência na criatividade.

Para dar resposta a estas necessidade e à pressão europeia para a transição digital, o Governo inscreveu no Plano de Recuperação e Resiliência, 650 milhões de euros para a capacitação digital, transição digital e catalisação da transição digital das empresas. Com as medidas previstas estima-se ser possível requalificar 36 mil trabalhadores, formar 800 mil trabalhadores com competências digitais e apoiar 30 mil Pequenas e Médias Empresas. Se estes instrumentos forem bem utilizados e os apoios bem executados, poderemos ter aqui uma chave de ouro para transformar a economia nacional e aumentar o dinamismo das nossas empresas, não só em Portugal, mas incentivar à sua internacionalização.

Acredito que as tecnológicas continuarão a ser o motor do crescimento, mas se os restantes setores tiverem capacidade para se reinventar e modernizar, com recurso a novas ferramentas disponíveis, poderão encontrar novas oportunidades de negócio e de expansão.

Por isso, acreditamos que após um período de reajuste, seja possível um relançar da economia com suporte na economia digital e na globalização.

*Country manager da Ebury Portugal

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