Opinião: Rosália Amorim

A descarrilar?

Foto: REUTERS/Rafael Marchante
Foto: REUTERS/Rafael Marchante Pessoas, Rossio, Lisboa, Portugal

Alguns economistas temem que a falta de investimento público esteja a enfraquecer a economia ou, pior, que faça acumular problemas.

A economia portuguesa é “um comboio em risco de descarrilar”, escreveu ontem a agência noticiosa Reuters. Um dia antes tínhamos ficado a saber que, afinal, o produto interno bruto português desacelerou em 2018; a queda do investimento público registada comprometeu as ambições da geringonça. Segundo o texto publicado pela agência, alguns economistas temem que a falta de investimento público esteja a enfraquecer a economia ou, pior, que faça acumular problemas, que podem vir ao de cima quando surgir uma nova recessão. A gigantesca dívida pública, para lá de 120% do PIB, e a degradação dos serviços públicos não são esquecidas no mesmo artigo. Alertas a ter em conta, em véspera de remodelação governamental.

Neste sábado são conhecidas as listas do PS para as eleições europeias e esse anúncio força o primeiro-ministro a remodelar o governo. Há nomeações já avançadas, como a de Nelson de Souza para ministro do Planeamento e com a pasta dos Fundos Estruturais, e a de Pedro Nuno Santos para as Infraestruturas, Transportes e Habitação. Falta saber, ao certo, sobre quem recai a escolha para tomar conta da Modernização Administrativa, já que além de Pedro Marques também Maria Manuel Leitão Marques é candidata às eleições europeias. Não está em cima da mesa uma remodelação radical, mas sim de continuidade até às eleições legislativas. Porém, até lá, a economia pode alterar-se de forma substancial, obrigando o renovado governo a ter (ainda mais) jogo de cintura.

Uma nota final, para agradecer a todos os leitores e a toda a equipa de jornalistas que dia após dia trabalha os melhores conteúdos para alcançar a liderança, permitindo ao Dinheiro Vivo bater mais um recorde de audiências, segundo dados da NetAudience, ontem conhecidos. O Dinheiro Vivo subiu três posições no ranking, para o 17.º lugar global nacional, tendo reforçado a sua audiência em 402 mil utilizadores face a dezembro, para 1,149 milhões, segundo o estudo de audiências da Marktest relativo a janeiro, conhecido nesta sexta-feira. O Global Media Group foi o grupo de media líder de audiências no digital em janeiro, tendo impactado 3,588 milhões de utilizadores.

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