Opinião

A Europa tecnológica de 2017: um resumo

Fotografia: D.R.
Fotografia: D.R.

"As duas estatísticas onde Portugal aparece no top 3 são bons exemplos do que aconteceu neste ano em Portugal no ecossistema tecnológico."

No recente relatório “The State of European Tech 2018” (“O Estado da Tecnologia Europeia 2018”), recentemente publicado pela Atómico em parceria com a Slush e a Orrick, avaliam-se as tendências do último ano em relação ao ecossistema de startups e investimento na Europa.

Não será de espantar que haja muito ainda a fazer para equilibrar a diversidade na área tecnológica onde em apenas 1% das empresas que levantaram capital significativo (mais de cinco milhões de euros) a responsável pela área tecnológica é uma mulher.

Por outro lado, é destacado o papel crescente de empresas, como a Farfetch, que provam que é possível criar casos de sucesso de qualquer geografia e que o sucesso não se faz apenas nos maiores centros económicos europeus.

Apesar de não haver mudanças drásticas ou grandes surpresas no que diz respeito ao que era o panorama das startups europeias em 2017, as duas estatísticas onde Portugal aparece no top 3 são bons exemplos do que aconteceu neste ano em Portugal no ecossistema tecnológico.

Em primeiro lugar, é em Portugal que as vagas de emprego para engenheiros informáticos são mais difíceis de preencher – 31,7% das vagas para este tipo de trabalho não conseguem ser preenchidas em 60 dias. Mais competitivo só o Reino Unido, com 42,1%, seguindo-se França, com 31,1%. É uma subida ao pódio da competitividade pelo talento tecnológico, que se intensificou com o crescimento das nossas startups e também com a atração crescente de empresas e multinacionais que se instalaram um pouco por todo o país, num ritmo acelerado de procura de talento.

O segundo gráfico onde Portugal sobressai numa das primeiras posições, surgindo desta vez em terceiro lugar, dá destaque ao Porto, cujo número de membros ativos em meetups (encontros informais) de tecnologia cresceu 72% em relação a 2017. Este número foi apenas ultrapassado por São Petersburgo, Rússia (crescimento de 93%) e Sófia, Bulgária (crescimento de 81%).

Estes dois números resumem bem o que foi 2018 para o panorama tecnológico em Portugal, com mais gente a fazer parte deste ecossistema. Há os que foram atraídos para as empresas tecnológicas que têm cada vez mais destaque no panorama global das startups e os internacionais que vêm para a Web Summit e depois voltam para ficar.

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