A excelente qualidade dos nossos empresários e gestores

O esforço que continua a ser exigido aos empresários e gestores é enorme. Não duvido que continuarão à altura de responder, com sucesso, aos desafios

Esta semana, o Banco Mundial reviu em baixa o crescimento económico em quase todas as zonas do globo. O abrandamento aparece bem vincado na Zona Euro - principal mercado das nossas exportações -, prevendo-se crescer este ano apenas 1%.

Atendendo a que Portugal precisa de crescer mais e melhor, este cenário de desaceleração vem colocar maiores exigências ao tecido empresarial, pois são as empresas que podem sustentar maiores ritmos de crescimento em bases mais sólidas.

E aqui imperam as questões da melhoria da produtividade e competitividade. Os estudos apontam para a forte relação entre a qualidade das práticas de gestão e o desempenho económico das empresas, avaliado pelo seu nível de produtividade, onde a (re)qualificação do capital humano - e aqui devemos incluir empregados, empresários e gestores - assume uma importância vital.

O Conselho Económico e Social, no seu recente livro “Qualidade da Gestão e Produtividade”, elaborado na sequência de uma conferência em que também participei, aponta precisamente nesse sentido.

Também no estudo da AEP, “(Re)Qualificar para Competir”, reconhece-se a necessidade de requalificar os nossos empresários e gestores, mas reconhece-se também que estes têm sido capazes de mostrar importantes capacidades de tenacidade e resiliência perante as dificuldades que as suas empresas têm passado, nomeadamente na última década. Foi este caráter de resistência, de visão, de flexibilidade e adaptação à mudança - soft skills cada vez mais valorizadas - que contribuiu para elevar, de forma muito significativa e em tão pouco tempo, o grau de intensidade exportadora da economia, impedindo uma evolução menos favorável do PIB.

Atendendo às características do nosso tecido empresarial, habitualmente o empresário e gestor funde-se na mesma pessoa, sendo responsável direto de muitas funções vitais da sua empresa.

O esforço que continua a ser exigido aos empresários e gestores é enorme. Mas não tenho dúvidas que continuarão a estar à altura de responder, com sucesso, aos vários desafios, como já o demonstraram em vários momentos da nossa história.

Para este trabalho de (re)qualificação permanente do capital humano devemos contar com o envolvimento das associações empresariais, para que continue a estar assegurada a excelente qualidade dos nossos empresários e gestores, num mundo em acelerada mudança.

 

Luís Miguel Ribeiro, presidente da Associação Empresarial de Portugal

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