Opinão

A Inteligência Artificial ainda é uma criança?

A Inteligência Artificial tem vindo a tornar-se cada vez mais preponderante quando falamos no futuro do mercado de trabalho. De acordo com o mais recente relatório da Accenture, 2018 é o ano em que “a Inteligência Artificial se irá tornar no porta-voz digital das empresas”.

Por outro lado, e segundo um outro estudo, também da Accenture, a I.A. pode vir a duplicar o crescimento económico anual em 2035, alterando a natureza do trabalho e criando uma nova relação entre o homem e a máquina. O mesmo prevê que o impacto das tecnologias de IA nos negócios aumente a produtividade laboral até 40 por cento e permita aos trabalhadores utilizar o seu tempo de forma mais eficiente.

Será, assim, importante refletirmos sobre a tecnologia existente nesta área para o utilizador comum. A verdade é que ainda atravessamos um período de relativa infância quando falamos em tecnologia de Inteligência Artificial (I.A.). Os equipamentos móveis – como smartphones ou portáteis –ainda estão muito fechados aos assistentes virtuais. Porém, não é claro que assim se mantenham num futuro próximo. O utilizador necessita, cada vez mais, de um equipamento que lhe permita fazer as tarefas do dia-a-dia com a maior velocidade, mobilidade e facilidade possível.

Por um lado, as empresas necessitam que os seus colaboradores estejam equipados com tecnologia de ponta. Neste sentido, e em direcção à era de Inteligência Artificial, o mercado avança com inovações que garantem experiências em plataformas inteligentes, tais como os smartphones, a computação pessoal e a área automóvel.

Para o colaborador do futuro, móvel e flexível, é cada vez mais obrigatória a necessidade de equipamentos que garantem a emissão e o processamento de imagens e conteúdos com recurso a uma aprendizagem profunda e neural e que viabilizam um incremento importante na velocidade de partilha e processamento de dados dos equipamentos móveis.

Por outro lado, a indústria precisa ainda de se manter ágil e colaborativa, por forma a criar um ecossistema aberto para que todos possam criar, desenvolver e implementar soluções que coloquem o utilizador em primeiro lugar no topo da experiência tecnológica.

A presença de um ecossistema aberto, que permita, cada vez mais, ter diferentes produtos interligados, melhoraria bastante a vida dos utilizadores. Uma televisão que comunica com o frigorífico, para transmitir uma receita, e com o smartphone, para optimizar a gestão da lista de compras, incluindo o que é necessário para aquela receita, é só um exemplo de inovação que podem ocorrer na existência de um ecossistema de produtos interligados.

A grande questão é que, cada vez mais, será exigido às empresas que incluam tecnologia de Inteligência Artificial nos seus produtos e serviços, com o objetivo de alcançar e garantir um serviço ágil e interactivo. O mercado caminha nesse sentido – a IDC, multinacional que atua na área de “Market Intellegence”, previu nas suas tendências deste ano presentes no estudo que, em 2019, 40% das iniciativas de transformação digital utilizará serviços de Inteligência Artificial.

Conclusão, a Inteligência Artificial é uma tecnologia emergente e que se prepara para ser o ponto fulcral daquilo que empresas e utilizadores procurarão nos seus equipamentos nos próximos anos. Torna-se, assim, obrigatório para os fabricantes de tecnologia garantir que os seus próximos lançamentos conseguem responder a esta necessidade, sob pena de se tornarem obsoletos e ultrapassados.

Nuno Parreira, Head of Mobile Division da Samsung Portugal

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