A mobilidade aérea como vantagem competitiva

O desafio de pensar global exige que no topo dos investimentos prioritários do país, em matéria de infraestruturas, deve estar o aeroporto do Porto

A mobilidade de pessoas e bens é um fator essencial no processo de desenvolvimento do país, especialmente no crescente processo de internacionalização.

Tal mobilidade deve ser assegurada no contexto nacional - aproximando regiões e proporcionando condições de desenvolvimento harmonioso - e internacional, aportando competitividade às empresas. Em ambos os casos produz um impacto na melhoria do nível de vida dos cidadãos.

Em qualquer sistema de transportes, são muito bem-vindos todos os esforços que convergem no sentido da modernização e adoção de estratégias em resposta às dinâmicas do mercado, potenciando a capacidade das regiões e do país se manterem integradas e competitivas no panorama mundial.

Na vertente aérea, é inquestionável o caráter estratégico da TAP Air Portugal e o papel determinante na projeção internacional de Portugal. Por isso, é com elevado regozijo que encaro o anúncio feito na semana passada pela TAP relativamente ao seu plano para 2020, onde estão previstas novas rotas a partir do Porto, o fortalecimento contínuo do hub em Lisboa e a modernização da sua frota.

Para o aeroporto Francisco Sá Carneiro, sublinho a intenção da constituição da nova ponte aérea entre o Porto e a capital espanhola, contando com uma frequência diária que corresponderá ao dobro da oferta atual, a que se juntará o reforço das frequências com os Estados Unidos e o Brasil. No território nacional aponta-se para o aumento das ligações a Lisboa e ao Funchal.

São sinais inequívocos que a TAP partilha da visão dos empresários e de quem os representa. Não tenho dúvidas que assim é, como pude testemunhar num recente debate na Fundação AEP, que teve como orador o Dr. Miguel Frasquilho. Também os protocolos de cooperação firmados entre a TAP e várias associações empresariais, onde se inclui a AEP, são prova de que partilhamos idêntico compromisso: o de promotores de Portugal no mundo, potenciando a capacidade de exportamos mais bens e serviços.

Mas é preciso mais! O desafio de pensar global exige que no topo dos investimentos prioritários do país, em matéria de infraestruturas, deve estar o aeroporto do Porto, justificando-se uma nova fase de expansão, para que possa assumir cada vez mais um importante papel no transporte aéreo do Noroeste Peninsular, sem prejuízo de outras apostas também importantes que em tempo oportuno abordarei neste espaço.

Luís Miguel Ribeiro, presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP)

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