A telemedicina é o futuro - e o futuro chegou

Desde a educação à economia, não há setor que tenha escapado ao impacto da pandemia COVID-19, mas no que toca ao setor da saúde, o epicentro desta crise global, as mudanças assemelham-se irreversíveis. Locais que, por questões de saúde ou estética, frequentávamos de forma ordinária, como hospitais, clínicas e centros estéticos, tiveram de reformular todas as suas medidas de utilização de modo a regrar o nosso comportamento. Mas até quando se mantêm as novas regras?

Se é verdade que a COVID-19 alterou os nossos hábitos e as nossas rotinas, também é verdade que contribuiu para o surgimento de novas soluções, que não só permitiram aos consumidores encontrar novas formas de satisfazer as suas necessidades, como permitiu às empresas reinventarem os seus negócios. Na área da saúde, a regra não foi exceção, e se o novo coronavírus despoletou, por um lado, um verdadeiro cenário de terror, despertou, por outro, o lado tecnológico que se mantinha, até então, mais discreto. E é aqui que entra a telemedicina, uma solução que já existia no período pré-pandemia, mas que veio ganhar (e acrescentar) valor a uma realidade onde o toque, o cara a cara e a proximidade no acompanhamento de pacientes tornaram-se condicionadas.

A telemedicina permite o que, até há bem pouco tempo, era uma ideia um tanto ou quanto impensável: acompanhamento médico, a qualquer momento e em qualquer local. Um paciente em Portimão, Faro ser atendido por um Psicólogo na Maia, Porto ou uma consulta de pediatria ser marcada e confirmada na hora, em menos de cinco minutos, é agora uma realidade possível e que veio revolucionar o setor da saúde como o conhecemos. Numa era que é cada vez mais digital, já se antecipava que a tecnologia iria moldar o futuro da saúde, mas com o surgimento da COVID-19, o futuro já chegou.

Com a telemedicina, assistimos àquilo a que podemos chamar de democratização da medicina. Com um congestionamento crescente nos gabinetes médicos, uma falta de médicos disponíveis, com pacientes em stand by a ser redirecionados para emergências médicas sobrelotadas, a telemedicina surge como a solução, tornando a saúde acessível a todos, independentemente do tempo e do lugar. Além disso, não só beneficiam todos os pacientes que, em muitos casos, necessitam de percorrer longas distâncias para ter uma consulta, como, de repente, profissionais de saúde de todo o país passam a usufruir de ferramentas que lhes permitem chegar a novos círculos de pacientes e a permitir uma maior diversificação da sua atividade.

Novas plataformas, como a Doctorino, ambicionam providenciar uma realidade como esta através da prestação de serviços de saúde pioneiros e na oferta de serviços de telemedicina no mercado português. À semelhança do que já acontece em outros países, como em França, onde a telemedicina é, inclusive, contemplada nos seguros de saúde, o objetivo é que as teleconsultas sejam reconhecidas como uma opção tão viável quanto as consultas físicas, ao cumprir os mesmos critérios e requisitos de qualidade.

A verdade é que com ou sem coronavírus, a telemedicina responde a uma série de necessidades transversais a todos os períodos da História e é a concretização da visão futurística que se antecipava. É um serviço que visa não só responder às necessidades do presente, mas também do futuro, no que toca ao acompanhamento de doentes. É um reforço na proximidade aos doentes crónicos. É um reforço nas prescrições médicas. E isto tudo a partir de casa, sem sobrecarregar hospitais, centros de saúde ou gabinetes médicos. É um passo à frente no setor da saúde. Um passo que já foi dado e que nos trouxe o futuro, hoje.

Nuno Gonçalves foi community manager, e mais tarde, marketing director numa reconhecida clínica de medicina dentária em Lisboa, ao mesmo tempo que exercia funções de gestão de projeto num centro de formação para médicos dentistas. Após um percurso com um grande envolvimento em gestão, marketing, RH e estratégias de crescimento, criou a Constant Circle, uma agência de marketing digital focada no desenvolvimento e crescimento na área da saúde.

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