Opinião

Amazon: Será o céu o limite…?

Amazon Jeff Bezos

A Amazon apresentou os resultados relativos a 2018, com lucros na ordem dos 10,073 mil milhões de dólares (8,8 mil milhões de euros). Valores que representam o triplo do valor registado em 2017, tendo no seu todo, faturado 232,887 mil milhões de dólares, 31 por cento acima do registado em 2017, pelo que mutos se interrogam: Até onde pode crescer a maior loja do mundo?

Tudo começou em 1994, quando Jeff Bezos, com um empréstimo de 300 mil dólares dos seus pais, iniciou na sua garagem um negócio de livros a que chamou Amazon, tendo vendido o primeiro livro online em julho de 1995.

Em pouco mais de um mês a Amazon recebeu encomendas provenientes não só de todos os cinquenta Estados dos EUA, mas também de quarenta e cinco países. Fechou o ano de 1995 com 1 milhão de dólares de vendas e um prejuízo de 300 mil dólares.

Dez anos depois, em 2005, foi apresentada uma inovação que se viria a revelar fundamental: a Amazon Prime. Por 79 dólares por ano, os estudantes teriam entregas grátis ilimitadas sem valor mínimo, cujo tempo de entrega seria sempre menos de 72 horas. Entretanto, com mais ou menos sucesso, a Amazon continuava a lançar novas linhas de negócio: Amazon Weddings, Amazon Print-On-Demand, Amazon Theatre. Inspirados na sempre crescente necessidade de alojamento por parte dos sites da Amazon, os Serviços Web (AWS) foram lançados em 2006 para facilitar a vida aos web-developers sendo o único segmento da Amazon que é utilizado por órgãos governamentais.

A Amazon será porventura a empresa no mundo que mais se preocupa em inovar. Só no ano de 2016, a empresa de Jeff Bezos foi a que mais gastou em Research & Development no mundo, com 16 biliões de dólares contabilizados, e nesse mesmo ano foram-lhe concedidas 1662 patentes.

Porém a inovação não é aleatória, e desde o princípio que essa tem de ter foco no cliente, ou como Bezos afirmou: “Nós inovamos a começar no consumidor e trabalhamos para trás. Esta é a génese de como inventamos”.

A Amazon possui 493 armazéns de concretização logística, com mais 52 planeados para um futuro próximo, contabilizando mais de 54 milhões de metros e só em 2017 foram processadas mais de 500 milhões de encomendas.

Em 2016, a Amazon conseguiu uma licença marítima e agora coordena, sem intermediários, a vinda de produtos da China para os seus armazéns e anunciou o seu primeiro avião, um dos 40 que pretende alugar para apressar as encomendas, tanto no território dos Estados Unidos como internacionalmente.

A 15 de Junho de 2017 foi anunciado ao público uma oferta de compra da Whole Foods pela Amazon.com que fez uma oferta de compra de 100% das ações da empresa por 13.7 biliões de dólares, o que se traduz em 42 dólares por ação, aumentando assim, mais 27% por ação o preço de mercado. Com a formalização da compra, esta foi de longe a maior compra feita pela Amazon na sua história tanto a nível monetário como físico.

Por sua vez, a Amazon Go é um protótipo de um novo tipo de loja que utiliza as tecnologias de Machine Learning, a Computer Vision e o Deep Learnin, o que torna o processo e a experiência de compra nesta loja extremamente simples e disruptivo, necessitando apenas de uma conta Amazon e um Smartphone com a aplicação Amazon Go.

Outra das mais promissoras áreas é definitivamente a inteligência artificial pelo que a Amazon desenvolveu a sua linha Echo que, com a sua elevada componente tecnológica consegue ser um autêntico assistente pessoal através da Alexa, a “personagem que vive dentro de cada Echo” (tal e qual a Siri no iPhone ou o Google Assistant, da Google). Todos são capazes de fazer chamadas e escrever mensagens e fazer o básico como pesquisas na net ou tocar música mas a Alexa, consegue ainda comprar tudo o que o utilizador desejar na Amazon.

Todas as coisas para toda a gente, em todo o lado, ou como diziam os latinos, “Omnia Omnibus Ubique”. Sim, o céu será mesmo o limite da Amazon.

José António Rousseau, Investigador da UNIDCOM/IADE/IPAM

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