Boas Festas e Esperança

Hoje é dia de Natal, momento de grande confraternização familiar, ainda que com os devidos cuidados, face ao contexto que ainda não ultrapassámos completamente.

É, também, uma época em que formulamos um desejo para o ano seguinte. Invariavelmente, por razões inteiramente justificáveis e ainda mais compreensíveis em tempos de pandemia, a saúde surgirá em primeiro lugar, seguindo-se os desejos de natureza "material", mais fácil ou dificilmente concretizáveis, em função do respetivo poder de compra das famílias.

E, em matéria de poder de compra, os portugueses terão desembolsado mais para aquisição dos produtos que habitualmente fazem parte da mesa da consoada ou dos tradicionais presentes natalícios. É a consequência dos aumentos de vários custos de produção que as empresas enfrentam. Em cima da crise que ainda não se conseguiu recuperar, as empresas não têm margem para os acomodar, refletindo-os no preço final ao consumidor. De outro modo, estaria em causa a sua viabilidade e conduziria a um impacto negativo ainda maior.

Apesar das incertezas, estou confiante que 2022 será um ano melhor. Repito o desejo que formulei neste mesmo espaço há um ano: que o país consiga ter uma visão estratégica e aproveitar as melhores oportunidades, que faça as escolhas certas e apoie aqueles investimentos que criam verdadeiramente riqueza no nosso país, que contribuem para reduzir as assimetrias territoriais e elevar o nível de vida dos portugueses para o patamar dos países europeus mais desenvolvidos.

Ao adotarmos uma estratégia com este perfil, teremos a capacidade de contrariar as recentes previsões internacionais, que colocam Portugal no grupo dos seis países mais pobres da União Europeia em 2023.

A 30 de janeiro há eleições legislativas antecipadas. Ao Governo que daí resultar, apelo para que os políticos coloquem os interesses de Portugal e dos portugueses em primeiro lugar, assumindo o compromisso de que o exercício das políticas públicas se vai centrar na criação de uma envolvente favorável aos criadores de riqueza e emprego, isto é, às empresas privadas.

Estou convicto que os nossos empresários continuarão a não baixar os braços e vencerão os enormes desafios que têm pela frente.

Tenho esperança que os nossos governantes vão facilitar e apoiar o enorme esforço que as empresas continuarão a fazer por um país melhor.

Votos de Boas Festas e de um Excelente 2022!

Luís Miguel Ribeiro, presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP)

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