Opinião

Com mais ou menos esquerda

As eleições de 6ª feira contaram com mais de 400 mesas de voto, todas controladas pelos observadores da CPLP na missão de avaliação.

A acreditar nas sondagens, o status quo não deverá sofrer grandes alterações.

Multiplicam-se as sondagens e barómetros na tentativa de adivinhar o resultado das eleições legislativas, marcadas para 6 de outubro. A acreditar nas sondagens, o status quo não deverá sofrer grandes alterações, mas, como se diz na minha terra, ‘até ao lavar dos cestos é vindima’. Os números que já são conhecidos indicam que o Partido Socialista (PS) vai continuar a governar, resta saber se o fará sozinho, se acompanhado e, se assim for, com que tipo de companhias.

Com mais esquerda ou com menos esquerda no poder, tudo indica que a economia deverá continuar a crescer até ao final do ano, o défice a descer e o rating a manter ou melhorar (ontem à noite a agência Standard & Poor’s anunciou que manteve o rating para Portugal e melhorou a perspetiva). Contudo, há problemas maiores que continuam por resolver e que irão ainda marcar a próxima legislatura: a gigantesca dívida pública e privada e a baixa produtividade e competitividade. Uma cruz pesada sobre o desenvolvimento do país. Assim, nem tudo serão rosas para quem tomar posse num próximo governo.

Também em Bruxelas nem tudo serão rosas no mandato de Elisa Ferreira, a comissária europeia nomeada esta semana. Tem a pasta da Coesão e Reformas em mãos, com fundos para distribuir, mas numa altura em que, devido ao Brexit, se contabiliza menos um contribuidor líquido para o orçamento da União Europeia. Elisa Ferreira entra na Comissão Europeia numa nova era, em que vários parâmetros se alteraram: há menos recursos para muitos competidores dentro do mesmo bloco económico; há três vice-presidentes na CE que são super poderosos e que poderão retirar algum protagonismo e margem de manobra aos comissários; e numa nova era em que finalmente as mulheres ocupam metade das cadeiras, para além de ocuparem o próprio lugar de presidente.

Nem tudo serão rosas também no Banco de Portugal (BdP) onde Elisa Ferreira deixou vago o lugar de vice-governadora. A ex-ministra era apontada como sucessora de Carlos Costa, governador do BdP, e a sua saída para Bruxelas poderá desencadear uma renovação no BdP, incluindo do próprio lugar de Governador, sendo o nome mais apontado para a função o de Mário Centeno.

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