Como o próximo normal oferece um futuro melhor para a educação

O último ano letivo testemunhou um evento verdadeiramente sem precedentes. De acordo com a UNESCO, 9 em cada 10 alunos foram impedidos de frequentar a escola em todo o mundo na primavera passada, quando a covid-19 se estabeleceu e forçou mudanças profundas na forma como as sociedades funcionam. Este evento é inegavelmente trágico, mas obriga-nos a recuar e a avaliar como funcionamos e porquê, além de oferecer uma oportunidade de mudança. Talvez em nenhum lugar a oportunidade seja mais evidente do que na educação.

A verdade é que a Educação precisa de uma mudança para responder aos desafios e oportunidades das sociedades de hoje e do futuro. De acordo com a recentemente publicada Agenda de Competências da UE, há uma procura crescente por especialistas digitais para a qual não encontramos respostas. Apenas na cibersegurança, há uma lacuna de habilidades de mais de um quarto de milhão de trabalhadores. E esse é apenas um campo que que tem ganho destaque. Mas outros continuam por descobrir - o WEF destaca que "65% das crianças que entram na escola primária hoje acabarão a trabalhar em tipos de empregos completamente novos e que ainda não existem".

A partir deste período de desafios e mudanças, temos a oportunidade partilhada de perceber um futuro mais avançado que prepara melhor os alunos para novas realidades profissionais. A pandemia covid-19 já acelerou a transição digital na educação, expondo deficiências gritantes e oportunidades claras. À medida que professores e alunos começam o seu próximo ano letivo, na esperança de estabelecer uma nova normalidade, a aprendizagem híbrida - há muito enfatizada pelo seu potencial para desenvolver as habilidades do futuro - tornar-se-á uma prática padrão em muitas áreas.

A aprendizagem digital e online pode ser uma ferramenta extremamente eficaz para envolver os alunos e complementar os tradicionais modelos presenciais. Dados do Research Institute of America descobriram que, em média, os alunos retêm de 25 a 60% mais matéria em modo de e-learning, em comparação com apenas 8 a 10% numa sala de aula. Com a mudança repentina para a aprendizagem em casa, a tecnologia e as ferramentas digitais não são apenas mais um componente da aprendizagem - são também essenciais enquanto instrumentos que potenciam a colaboração, ligando professores a alunos, alunos uns aos outros e a todas as pessoas em seu redor. Com oportunidades mais limitadas de envolvimento pessoal, os professores podem avaliar quais as disciplinas que beneficiarão com as maiores taxas de retenção da aprendizagem digital e quais beneficiarão de alguns dos aspetos mais emotivos e interativos de um ambiente de sala de aula.

A aprendizagem digital em si é muito mais do que apenas olhar para um ecrã. Para ter sucesso em apoiar os alunos na aquisição de novas competências, os professores sabem que podem usar a tecnologia para gerar interesse e motivação, cultivar a imaginação e inspirar a curiosidade dos alunos. Este é um esforço ativo em que os professores desenvolvem novas atividades, agora possíveis pela tecnologia, e que enriquecem os programas curriculares com interatividade, dinamismo e personalização.

Na HP, estamos empenhados neste esforço e usamos a tecnologia para moldar ambientes de aprendizagem e permitir melhores resultados de aprendizagem por meio de iniciativas como o Campus of the Future, HP Learning Studios e Classroom of the Future.

A HP lançou também o BeOnline, uma iniciativa em países europeus selecionados que visa reunir parceiros de ensino à distância, ferramentas, plataformas e especialistas num só lugar, ajudando as escolas a estabelecer rapidamente um ambiente de aprendizagem virtual - que pode ser planos de aula digitais, tarefas virtuais, e-atendimento, e-avaliação e ferramentas de colaboração.

A pandemia obrigou-nos a reavaliar a Educação; temos agora uma oportunidade única e poderosa de criar um próximo normal para professores e alunos. Com as ferramentas e a abordagem certas, esse normal pode preparar melhor os alunos para os empregos de amanhã, usando métodos mais eficazes e com o recurso a plataformas mais acessíveis e completas do que nunca.

E isso - apesar de todos os desafios que enfrentamos hoje - é de facto um futuro que se revela promissor.

Pedro Coelho é responsável da Categoria de Computação Profissional na HP Portugal

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