finanças pessoais

Juros, capitalização, garantias: o que todos devíamos saber

Nelson Machado, CEO Ageas
Nelson Machado, CEO Ageas

Conceitos financeiros que todos devíamos conhecer.

É inequívoco que ao longo da nossa vida tomamos inúmeras decisões financeiras e que muitas delas têm subjacentes conceitos que nem sempre dominamos como seria desejável. No quotidiano somos expostos a linguagem e termos financeiros (ex: TAN, Défice, Juros, Liquidez…), que por isso se tornam familiares sem tal equivaler a estarmos conscientes do seu verdadeiro significado. Quantas vezes vemos extratos ou apólices e não dominamos os termos apresentados? Infelizmente, de forma mais frequente que o ideal.

Um dos objetivos do projeto de Literacia Financeira Ori€nta-te é difundir conhecimentos financeiros básicos, neste caso de forma prática para os mais jovens, ambicionando contribuir para melhor literacia e decisões mais conscientes e estruturadas no futuro.

A capacidade dos mais jovens de colocarem de forma assertiva e simples questões que são por vezes complexas, evidencia o quanto o tema é importante para bem gerir o nosso dinheiro. Numa sessão de formação, questionou a dada altura uma jovem: “mas se eu não percebo como isso funciona como é que posso escolher o que é melhor para mim?”

Aproveito o mote para abordar duas vertentes da literacia financeira, a começar pela necessidade de consciencialização daquelas que são as nossas necessidades atuais e futuras, o que nos leva a criar prioridades, que nos permitirão então o planear da sua salvaguarda. Uma consequência disso será, por exemplo, o reforço dos hábitos de poupança, preocupantemente baixos em Portugal. O passo seguinte é o domínio dos conceitos financeiros, para que possamos escolher de forma consciente e informada as opções mais adequadas para os nossos objetivos. Dominar temas como juros, capitalização, seguros, garantias, entre tantos outros, são por isso chave para bem gerir as nossas finanças.

Um exemplo prático, de entre tantos que há, é a necessidade de criar poupança de longo prazo, para salvaguarda, por exemplo, da reforma. Sendo hoje uma necessidade consciencializada, a realidade é que a preocupação e o agir acontecem normalmente em idade avançada, e muitas vezes associadas ao beneficio fiscal, através do comum PPR.

A questão de fundo é que, sendo o objetivo a poupança de longo prazo, deveria iniciar-se o mais cedo possível, permitindo diluir o esforço por um período alargado e torná-lo mais acessível de realizar para muitos, assim como, obter um resultado mais consistente quando chegar a altura da reforma. Ao constituir uma poupança de longo prazo e por forma a escolher o instrumento mais adequado para cada um, importa ter consciência de questões como o rendimento expectável, a inflação e o risco dos ativos que lhe estão subjacentes.

As instituições financeiras têm aqui um papel chave na economia, o qual inclui prestar informação, algo que se encontra regulado, e que também contribui para a pedagogia do tema. Ainda assim, acredito que também aqui há trabalho a desenvolver para simplificar termos e conceitos.

Mas, e cada um de nós? Quem toma uma decisão financeira não deve eximir-se da recolha e assimilação da informação que lhe permita refletir e decidir de forma esclarecida. Afinal a literacia financeira deve ser uma exigência para cada um de nós e dúvidas simples ou complexas devem tornar-se claras antes de decidirmos sobre temas que impactam a nossa vida.

Nelson Machado é CEO Vida e Pensões do Grupo Ageas Portugal

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