Opinião

Conquistar o talento

Recrutamento

A conversa repete-se: Portugal tem muito talento, há por cá excelentes trabalhadores, elogiados em qualquer parte do planeta, mas não conseguimos retê-los quando estamos a competir com o mundo inteiro.

É de engenheiros e pilotos que se fala nesta edição, nomeadamente dos necessários para permitir que a indústria aeronáutica se desenvolva por cá em todo o seu potencial. Mas podíamos substituir o sujeito por qualquer outro tipo de profissional especializado que pouco se alterava. Os portugueses são bons, muito bons, mas não são em número suficiente para as necessidades do país, da Europa, do mundo. E Portugal não tem chegado para os convencer a ficar ou a regressar.

Temos porém, agora, uma oportunidade de ouro para mudar esse fado. Numa altura em que os talentos mais disputados já não olham apenas ao salário mas cada vez mais pesam a liberdade para inovar, a capacidade de se sentirem permanentemente desafiados, a qualidade de vida e a possibilidade de terem tempo para lá do que dedicam à carreira, Portugal pode ombrear com os gigantes europeus – ganhar mesmo. Assim saibamos liberalizar, flexibilizar e simplificar a economia. Com filas intermináveis para conseguir um documento obrigatório, impostos penalizadores do lucro e do sucesso, montanhas burocráticas e regras laborais de uma rigidez absoluta não seremos capazes de apanhar o comboio.

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