Contribuir, inovar e ter um papel ativo no pensamento sobre futuro

Incorporar a sustentabilidade na gestão empresarial e nas políticas públicas é imperativo para se alcançar uma economia neutra em carbono e que opere dentro dos limites do planeta. Só com padrões éticos de governança e respeito pelos direitos humanos assim como condições de trabalho digno é que conseguiremos evoluir para uma sociedade verdadeiramente próspera. No âmbito económico, isto significa acrescentar valor para além da esfera financeira e garantir que existe um impacto ambiental positivo e uma contribuição social que seja justa e inclusiva.

Por este motivo, integro a lista de Pedro Reis para a Direção da Ordem dos Economistas cuja eleição ocorrerá a 3 de dezembro. É com pensamento crítico e inovador, que tenho a motivação de envolver os membros da Ordem em iniciativas e projetos relacionados com a sustentabilidade e com os temas Ambientais, Sociais e de Governação (ESG). Juntamente com colegas que nos últimos 20 anos têm vindo a fazer mais e melhor pela profissão, pretendo ajudar a responder aos desafios da neutralidade carbónica, incorporar os princípios da economia circular, fomentar modelos de negócios mais responsáveis e apoiar o setor público a dinamizar o desenvolvimento sustentável nas suas diversas áreas de atuação.

Move-me a capacidade de mobilizar novos protagonistas e novos temas, e de me ser dada a oportunidade de amplificar a voz dos jovens. Numa lista cujo representante procura fechar o gap geracional, apoia a participação feminina nos órgãos da lista, e tem como pilar de atuação o tema da sustentabilidade, sei que tenho o espaço para discutir e construir novos diálogos que nos permitirão responder aos desafios económicos da próxima década.

A doutrina de "garantir a maximização dos lucros e minimização custos" está em desuso e torna-se cada vez mais relevante e inevitável incluir os temas ESG na agenda empresarial, pública e política. Esta, passa a ser substituída pela "maximização dos lucros que garantam o impacto positivo no ambiente através da preservação da natureza e que contribuam para a prosperidade das comunidades locais, diversidade e inclusão".

Os riscos climáticos já são reconhecidos como riscos financeiros, as cadeias de abastecimento globais já são afetadas pelo aquecimento global e escassez de recursos, assim como bancos e investidores europeus, estão cada vez mais a adaptar as suas estratégias para evitar os riscos decorrentes da transição climática. Procuramos satisfazer os nossos colaboradores, cuidar da nossa família e ter mais qualidade de vida. As soluções de hoje ditarão os problemas de amanhã e só a capacidade de diálogo, ação e interlocução institucionais nos permitirão fazer a mudança que precisamos.

Acredito que a Ordem dos Economistas pode ter um papel crucial na defesa e promoção de políticas económicas e sociais sustentáveis, e que estar na linha da frente para debater essa prioridade é o sítio certo para estar.

Lia Barbieri, ESG and Sustainability Strategy, Systemic

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