Cooperação: uma aposta inevitável

Temos que continuar a aproveitar muito bem as ferramentas à nossa disposição para robustecer a concertação de esforços entre o público e o privado

Num mundo globalizado exige-se uma atitude global, que deve ser alargada aos países, às regiões, às instituições e a todos os agentes económicos, públicos e privados.

Hoje, a melhoria da competitividade das empresas e dos países depende muito mais da cooperação do que do isolacionismo.

A alusão à necessidade e ao poder da cooperação esteve bem patente no recente discurso da Presidente da Comissão Europeia no Fórum Económico Mundial, em Davos.

A cooperação é a palavra de ordem. Neste enquadramento, destaco a importância do papel do movimento associativo empresarial, que se acentua numa estrutura fortemente vincada pelo predomínio de microempresas, como a portuguesa.

As associações empresariais, pelo conhecimento mais profundo que têm da realidade empresarial, aliada à sua estreita articulação com os diversos stakeholders, assumem um importante papel ao nível da cooperação, pelo seu caráter verdadeiramente agregador de fomento do networking empresarial, da convergência e da articulação entre os interesses da iniciativa privada e do sector público.

As associações empresariais são verdadeiros agentes indutores da criação de laços de confiança, com vantagens mútuas e com um grau de abrangência local, regional, nacional ou mesmo multinacional, tendo tomado a dianteira em várias áreas, de que são exemplos a formação, o apoio à internacionalização das empresas, a valorização da oferta nacional e a atratividade do investimento, contribuindo para a sustentação do processo de crescimento e de modernização socioeconómica.

E aqui sublinhava as vantagens dos avanços tecnológicos, em particular da digitalização, que ao mesmo tempo que impõem uma transformação, por vezes radical, na atividade empresarial e em diversos aspetos do nosso dia a dia, permitem mitigar os constrangimentos associados às barreiras físicas.

Temos que continuar a aproveitar muito bem as ferramentas que neste milénio temos à nossa disposição para robustecer a concertação de esforços entre os sectores público e privado, em benefício da melhoria da produtividade e competitividade das empresas.

Servir bem as empresas significa valorizar o país.

 

Luís Miguel Ribeiro, presidente da Associação Empresarial de Portugal

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