Opinião

Cultura Start Up

Fotografia: D.R.
Fotografia: D.R.

As mais recentes apostas da nossa economia em sede de Empreendedorismo suscitam a oportunidade duma breve reflexão sobre a importância de uma Agenda Estratégica para um verdadeiro Capital Empreendedor no país. O modelo tradicional de criação de valor mudou por completo e nesta fase crítica da economia portuguesa a aposta tem que ser clara – apoiar novas Empresas, de preferência de base tecnológica, assentes numa forte articulação com Centros de Competência e capazes de ganhar dimensão global. Ganhar o desafio de um Portugal Empreendedor é em grande medida a demonstração da capacidade de uma nova agenda, assente na inovação, conhecimento e criatividade como factores que fazem a diferença, numa ampla base colaborativa e participativa.

A aposta numa Cultura Start Up constitui um compromisso de mudança para Portugal. Tem que assentar numa verdadeira dimensão colaborativa de mobilização dos “Actores da Mudança” (Empresários, Académicos, Empreendedores) para uma acção de base colectiva de reinvenção estratégica da base competitiva nacional. Trata-se dum contributo que se pretende possa ter efeitos de alavancagem na percepção da necessidade de reinventar a Economia Nacional. Pretende-se consolidar uma ideia de marca, solidificar as bases de um projecto, protagonizar novas soluções com novas respostas para questões que teimam em ser as mesmas de há muito tempo a esta parte. A Cultura Start Up é a nova resposta para as perguntas que hoje existem na sociedade portuguesa.

Quando em 1994 Michael Porter elaborou o célebre Relatório, encomendado pelo Governo Português de então, o diagnóstico sobre o que fazer e as áreas estratégicas de actuação ficaram clarificadas. Vinte e cinco anos depois, pouco foi feito, a situação competitiva degradou-se em termos globais e Portugal mais do que nunca tem pela frente a batalha da mudança estrutural. Assumidas as prioridades dum “Novo Paradigma” de Desenvolvimento para o país, a aposta numa “Agenda de Mudança” torna-se prioritária. Ou seja. Torna-se um imperativo nacional mobilizar um Contrato de Confiança para o Futuro, centrado em novas ideias e novas soluções para as quais toda a Sociedade Civil dê um contributo activo.

É importante por isso perceber que a aposta nos Factores Dinâmicos de Competitividade, numa lógica territorialmente equilibrada e com opções estratégicas claramente assumidas, é um contributo central para a correcção das graves assimetrias sociais e regionais que se têm acentuado. Falta por isso em Portugal um verdadeiro Choque Operacional capaz de produzir efeitos sistémicos ao nível do funcionamento das organizações empresariais. É sobre esse desígnio que a Cultura Start Up deverá atuar, estabelecendo um Novo Contrato de Confiança, dinamizando um Novo Projecto, promovendo uma Nova Marca.

Pretende-se com esta Agenda trazer a lume duas ideias centrais para uma Nova Ambição em Portugal – profunda renovação organizativa e estrutural dos sectores (sobretudo) industriais e aposta integrada na utilização da Inovação como factor de alavancagem de criação de valor de mercado. A Cultura Start Up assenta a sua base em Cinco Factores Criticos de Competitividade – Instituições Abertas e Eficientes, Talentos e Excelência, Novos Modelos de Negócio e Redes Globais, Empreendedorismo e Capacidade Inovadora, Ética e Sustentabilidade. São eles a base de uma Nova Aposta Estratégica para Portugal.

Francisco Jaime Quesado, Economista e Gestor – Especialista em Inovação e Competitividade

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