Opinião

De olhos em bico

(Nuno Pinto Fernandes / Global Imagens)
(Nuno Pinto Fernandes / Global Imagens)

Os portugueses continuam de olhos em bico a assistir a tudo o que se está a passar na Autoeuropa.

A paz social é um bem imensurável mas parece ser também um bem inatingível lá para os lados de Palmela. Hoje muitos dos trabalhadores diretos começam a ficar francamente preocupados com a situação, mas também muitos dos trabalhadores indiretos temem cada vez mais pelos seus empregos e pelo cluster que está instalado em redor da gigantesca fábrica automóvel.

Ontem, ao final da tarde, soube-se da notícia de que os horários impostos vão mesmo avançar a partir de dia 29. A Comissão de Trabalhadores mantém-se contra esta imposição e diz que “estes horários deviam ser de adesão voluntária”. No entanto, há muito pouca margem para alterações e as novas reuniões já não vão abordar sequer a temática dos horários. Os operários serão unicamente sondados sobre se preferem mudar de turno todas as semanas ou fazer esta rotação a cada três semanas. Vamos ver se destas reuniões sairá fumo branco. Os novos encontros estão marcados para a próxima semana.

Os portugueses também continuam de olhos em bico com o negócio entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e o Montepio. São cada vez mais as vozes que se levantam contra o negócio e o valor em causa. Concorde-se ou discorde-se da entrada de uma Misericórdia numa instituição financeira, há vários anos sinalizada como problemática, há que olhar para o real valor da mesma antes de tomar a decisão de deitar dinheiro para cima do problema.

Uma das vozes que questiona o preço da aquisição de 10% do banco por 200 milhões de euros é Mário Assis Ferreira, um dos entrevistados nesta edição. O presidente não executivo do Grupo Estoril Sol deixa vários alertas e apela à transparência.

Os negócios dos casinos e a economia macaense e chinesa são realidades que Assis Ferreira conhece ao detalhe. O gestor está otimista em relação ao desenvolvimento da relação comercial e de investimento entre Portugal e a China, mas deixa alguns recados após a leitura dos últimos acontecimentos no mercado nacional.

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