Dezembro, o mês de todos os testes

Ninguém esperaria que a nova variante do vírus vinda da África do Sul, a Ómicron, viesse voltar a ligar todos os alarmes internacionais. A OMS aleta para "um risco global muito elevado".

Esta estirpe provoca sintomas diferentes dos que conhecíamos até agora: é ainda mais contagiosa, ataca pessoas que têm menos de 40 anos, não dá tosse constante, não provoca perda de olfato, mas causa fadiga severa durante um a dois dias. Provocará também uma fadiga severa na economia?

Vamos precisar de algumas semanas para perceber os efeitos totais na saúde e no produto interno bruto dos países. Mas é preciso começar a desenhar o plano B, caso o período das festas fique comprometido e o de contenção se alastre para evitar contágios.

Nas empresas, o planeamento é essencial e faz muitas vezes a diferença entre a vida e a morte de uma organização. Preparar a quinta vaga é agora. Recuperar planos de contingência deve estar entre as prioridades neste arranque de dezembro, o mês de todos os testes.

Além das festas natalícias e de fim de ano, junta-se uma pré-campanha eleitoral na rua para as eleições legislativas e ainda a necessidade das empresas de darem tudo por tudo para fechar bem as contas de final de 2011.

Os desafios são muitos: voltam os testes, regressa o controlo de fronteiras, a suspensão de alguns voos e a desconfiança tenderá a regressar aos mercados.

A tempestade perfeita, de que falam os economistas, ainda não acabou. Ao elevado preço das matérias-primas e à crescente inflação, junta-se agora uma nova vaga da pandemia que tenderá a desacelerar a economia. Portugal, uma vez mais, não ficará imune. Por isso, tome-se uma vacina: a dose dupla de planeamento e prevenção.

Jornalista

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