Opinião: Carlos Coelho

Dia de Portugal, o genial!

" (...) os portugueses não deixaram de sonhar e, apesar de presos às realidades e adversidades, conseguiram sempre vencer no domínio da imaginação."

Portugal, a Marca coletiva da genialidade de um povo que soube ousar para além das suas possibilidades naturais e que construiu, com grande solidez, um percurso histórico único. Um caminho que deixou marcas por todo o mundo e que inscreveu, em quase todos os quadrantes, razões suficientes para nos orgulharmos de ser um dos mais extraordinários países do mundo.

D. Afonso Henriques, visionário da história da Idade Média, criou Portugal em 1141, como a primeira nação europeia, enquanto estado independente. O sonhador, como deveria ter ficado na história, teve talento e o descaramento de ter sido o primeiro a criar uma marca-país, no sentido contemporâneo do termo; através de uma consciência de nacionalidade, de unificação da língua, de uma moeda, de um território e de uma visão estratégica; podendo por isso ser, sem qualquer desmerecimento, comparado a Alexandre, o Grande (o criador da primeira marca-nação, em 356 a.C).

Desde então os portugueses não deixaram de sonhar e, apesar de presos às realidades e adversidades, conseguiram sempre vencer no domínio da imaginação. Sem forma de se mostrar ao mundo, movidos pelo idealismo, pela curiosidade científica e pelo desafio de enfrentar as brumas do desconhecido, coube aos portugueses a missão de desvendar o que se escondia na linha do horizonte.

Para atingir este desígnio de fé e necessidade, D. Henrique fundou o maior centro científico do mundo. Reuniu geógrafos, cartógrafos, matemáticos, mestres da construção naval, pilotos, marinheiros e navegadores; sendo da sua lavra a descoberta de mais de dois terços do planeta Terra.

A língua portuguesa fez-nos país de poetas. Em Luís Vaz de Camões habituámo-nos a ver o narrador de inesgotáveis versos para contar a epopeia deste povo nascido na ocidental praia lusitana. Habituámo-nos a usar os seus versos para falar de amor, do desconcerto do Mundo ou, simplesmente, de nós próprios. Habituámo-nos a vê-lo como nosso, quando ele é, afinal, um poeta do Mundo.

Somos universalistas, sangue de criadores, descobridores, poetas, desbravadores. Temos uma geografia incomparável, uma história notável, uma cultura invejável e uma infindável capacidade de sonhar. São 877 anos de experiência, 92 080 km2 de terra e uma eternidade de mar, que fazem a nossa marca genial, ser tão Portugal.

Presidente da Ivity Brand Corp e da Associação Portugal Genial

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