Ensino tem de alinhar formação com necessidades do mercado, hoje!

O mundo estava a mudar rapidamente e desde março de 2020 a aceleração dessa mudança aumentou de forma avassaladora. A obsolescência de conhecimento está num ritmo muito acelerado, sendo por isso necessária uma contínua aprendizagem.

O sistema de ensino tem um papel fundamental na transformação da sociedade e no desenvolvimento do país, e por isso precisa de acelerar a sua evolução para dar resposta às necessidades das competências do amanhã, mas também do futuro.

Portugal está relativamente bem servido de cursos conferentes de grau, que são e continuarão a ser muito importantes. Mas são insuficientes para as mudanças que atravessamos, em particular de uma formação contínua, focada em competências concretas e de curta duração. Quem decide e decidirá as competências fundamentais para o futuro são as entidades que geram emprego - em grande medida as empresas, mas o sistema de ensino tem sempre a oportunidade de estar a olhar mais para a frente dessas necessidades e ajudar a preparar essas competências, antes de elas serem evidentes e/ou prementes. Quem já está no mercado de trabalho, ou quem se prepara para entrar no mundo do trabalho, tem de responder às oportunidades que se apresentam e a novas exigências de competências por parte dos empregadores, que também têm e terão um papel cada vez mais fundamental na formação de pessoas para as competências do futuro.

Para fazer face ao atual contexto, é absolutamente vital a emergência de mais formação de curta duração, não conferente de grau e orientada para as competências do futuro. Formação que, num curto espaço temporal, consiga funcionar como um verdadeiro motor de mudança e de elevador social. Precisamos de apostar em formação de curta duração focada em competências e que sirva para reskill e upskill de todos os profissionais sem exceção.

As novas competências, alinhadas com os novos desafios profissionais, estão aí. É preciso não ter medo da mudança e ter a capacidade para rapidamente fazer adaptações aos curricula e dar resposta às necessidades de um mercado de trabalho cada vez mais veloz. O sistema de ensino tem que acelerar a sua evolução. Um desafio que deve ser abraçado pelos education providers nacionais.

A Fundação José Neves disponibiliza duas importantes ferramentas para ajudar a concretizar esta missão: a plataforma Brighter Future, maior base de conhecimento sobre Educação, Empregabilidade e Competências em Portugal, constitui um aliado muito importante para ajudar as instituições de ensino a tomarem decisões com base em informação relevante; e também o programa ISA FJN, que tem como objetivo apoiar os portugueses no acesso aos cursos e formações que lhes permitam adquirir as competências para os empregos do futuro, através do pagamento integral da propina.

Estes dois programas podem, por um lado, ajudar as instituições de ensino a obterem dados para poderem decidir sobre as necessidades em função da oferta e da procura e, por outro, a conseguirem angariar os alunos que ambicionam através das bolsas reembolsáveis.
Deixamos um convite a todas as instituições de ensino para que venham conversar connosco. Queremos ajudar a acelerar a evolução da educação em Portugal.

Presidente Executivo da Fundação José Neves e membro do Conselho Europeu de Inovação (EIC)

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