opinião: Joana Petiz

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(Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens )
(Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens )

Seria sensato apostar na criação de condições para captar investimento privado, português ou vindo de fora.

O último dia desta sessão legislativa confirmou o que têm sido estes quatro anos de governo encostado à esquerda. E que teve as suas virtudes, como conseguir manter as contas controladas e algum crescimento económico – em parte graças ao contexto internacional, em parte pela mão contida do ministro das Finanças, a quem até já fora da Europa há quem pisque o olho.

A questão é que Portugal, nestas condições e nestes anos, podia e devia ter evoluído mais e preparado melhor o futuro – que se prevê incerto e nebuloso, no novo equilíbrio geoeconómico que se vai desenhando e reposicionando as grandes potências.

Se não o fez, terá agora de acelerar, sacudir a poeira e traçar novos caminhos, nomeadamente passando ao topo das suas prioridades o investimento. Recuperar a ideia da terceira travessia do Tejo é tentador, mas terá o Estado – leia-se, chegarão as contribuições dos portugueses – margem para responder à urgência do novo aeroporto e a outras grandes obras?

Mais sensato seria apostar na criação de condições para captar investimento privado, português ou vindo de fora. É essa a discussão que vai marcar a rentrée. E as decisões dela decorrentes marcarão o caminho para uma economia animada ou anémica. Com eleições em outubro, é preciso cuidados redobrados nas escolhas que têm de ser feitas.

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