Opinião: Rosália Amorim

Estabilidade não agrada a todos

Mário Centeno, ministro das Finanças. Fotografia: Hugo Correia / Reuters
Mário Centeno, ministro das Finanças. Fotografia: Hugo Correia / Reuters

Programa de Estabilidade 2018-2022 foi aprovado na quinta-feira em Conselho de Ministros e à hora de fecho desta edição aguardava-se ainda o arranque da conferência de imprensa do ministro das Finanças, marcada para o Salão Nobre do Ministério das Finanças (por razões de fecho na gráfica, o tema transitou para as páginas
do DN e do JN).

A seguir ao Orçamento do Estado, o Programa de Estabilidade é o documento mais importante no âmbito das avaliações regulares a que o governo e o país são submetidos por parte dos seus parceiros europeus. Este permitirá atualizar as projeções plurianuais do Ministério da Finanças até 2022 em indicadores como o crescimento da economia, inflação, taxa de desemprego, défice público, dívida e ajustamento estrutural das contas públicas.

Ainda a conferência não tinha arrancado e já eram muitos os protestos. Os partidos mais à esquerda, que integram a coligação governativa, consideram que Mário Centeno, ministro das Finanças, está a ir longe de mais. No entender do Bloco de Esquerda e do PCP, o ministro das Finanças deveria aproveitar alguma folga orçamental para investir nos serviços públicos, nomeadamente na Saúde, em vez de persistir numa meta cada vez mais ambiciosa para o défice (0,7% em vez de 1% em 2018 e apenas 0,2% em 2019, chegando
depois a um excedente de 0,7% em 2020, segundo dados apurados à hora de fecho). Será?
Sendo a dívida a grande maleita nacional, são muitas as vozes, e de várias fações políticas, que preferem (desta vez) estar de acordo com Mário Centeno.

Puxando agora dos galões de presidente do Eurogrupo, Mário Centeno defende que é preciso continuar com os pés bem assentes na terra e continuar a fazer o trabalho duro de reorganizar as contas públicas.

Sobre este tema, vale a pena ler nesta edição a opinião de António Saraiva, presidente da CIP, que concede uma grande entrevista ao Dinheiro Vivo e à TSF. Pode também ouvir na rádio hoje, logo após o noticiário das 13.00.

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