Opinião

“Estamos encerrados, pode encontrar-nos online”

Gaspar D'Orey, CEO do Dott
Gaspar D'Orey, CEO do Dott

À medida que o medo se espalha pela população, e as equipas de médicos e enfermeiros fazem o seu trabalho heroico, o nevoeiro começa a levantar no lado económico, e acima de tudo, o vírus começa a atacar a economia real.

Ninguém imagina o impacto económico que o Covid-19 terá, e enquanto a Goldman Sachs prevê que teremos uma recuperação em “V”, com os mercados a recuperarem até ao final do ano, outros acreditam que este vírus veio levantar o lençol sobre um bear market já “atrasado” e impactos macro bastante mais profundos, fruto de um crescimento bolsista de 11 anos e com a contribuição negativa da recente guerra de petróleo entre a Rússia e a Arábia Saudita.

Independentemente de tudo isto, o impacto é real. Em Portugal, as lojas, restaurantes e hotéis estão, e vão permanecer fechados durante algumas semanas (esperamos todos que poucas). E estas não são as grandes empresas, mas sim as PME do nosso país, que empregam mais de três quartos da força de trabalho nacional, e que, se permanecerem fechadas, serão sinónimo de despedimentos e encerramentos.

Este é também um momento onde o online passa a ter um impacto grande na vida dos portugueses. A restrição de movimentação faz com que este canal se torne prioritário, mesmo para os que nunca o experimentaram. As pesquisas no Google em Portugal por “Continente Online” subiram 10 vezes face aos dados de dia 8 de março (há cerca de 15 dias), e as pesquisas por “Glovo” duplicaram no mesmo período. Isto é a prova da importância que o online está a tomar em tempos chave como este, onde a liberdade dos portugueses está posta em causa. Nos Estados Unidos, a JP Morgan estima que a venda de bilhetes de cinema tenha reduzido 20%. O impacto no comércio local português decerto será pior.

E é nesta fase que julgo ser vital realçar às empresas e às associações que as representam que devem agir, agora. Há soluções que conseguem, em menos de um dia, colocar estas empresas online, a vender, “chave na mão” – o Dott é uma delas. E é nestes momentos que as empresas e o tecido empresarial português devem reagir e adaptar-se. Daí a importância de os empresários agirem e procurarem soluções para mitigar o risco inerente a que estão expostos. O Dott tem tido várias solicitações de associações e empresas que procuram uma solução rápida para salvar ou minimizar esta situação. Acreditamos que o online será experienciado nesta fase como nunca antes em Portugal, infelizmente não por boas razões, mas certamente levará aos portugueses o conforto e segurança que necessitam nesta fase difícil e quem ainda não está deste lado vai perceber a importância do e-commerce. No Dott temos feito tudo para responder a todos os pedidos de quem quer vender e quem quer comprar, mesmo os que nunca o fizeram e que perceberam connosco o quanto é simples, fácil e seguro. Tem sido gratificante ver aquilo que para alguns era complexo tornar-se essencial.

Gaspar d’Orey é CEO da Dott

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