Opinião

Evolução da Música Digital

Fotografia: direitos reservados
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A forma como consumimos música digital evoluiu consideravelmente nos últimos 20 anos.

Lembro-me do primeiro programa que instalei no Windows 98, o Winamp, que servia para ouvir as músicas que convertíamos de CDs e desta forma apreciar a música de modo continuo ou em modo shuffle nos nossos computadores. Ainda no tempo em que navegávamos na internet com aqueles modems barulhentos com o Netscape Navigator, e no pico das famosas salas de chat, do Mirc.

Atrás desta inovação vieram os famosos leitores de MP3 portáteis, os primeiros, com capacidade de 32 Megas para cerca de 12 a 20 músicas foram sucesso como presente Natal no final dos anos 90. A Apple vendo esta grande oportunidade lançava o primeiro iPod a 23 de outubro 2001, com 5 gigas de memoria e capacidade para 1000 músicas. Foi de facto um grande passo para a revolução da música digital.

Nesta onda, apareceram também programas como o Napster, para troca p2p de mp, e a Apple fechava em 2003 um acordo histórico com 5 das principais produtoras para vender músicas a €0,99 ou álbuns a 9,99€ no iTunes. Estava aberto o primeiro marketplace legal de musical digital.

De lá para cá assistimos a mais evoluções de relevo e mudanças grandes nos hábitos de consumo de música digital. Grande parte dos consumidores trocaram já o hábito de comprar música por uma subscrição mensal com acesso total a todos os álbuns, por exemplo o Spotify ou iTunes Music, ou ainda a possibilidade de ouvir Playlists completas no YouTube, hábito muito frequente uma grande parte população.

E quando achávamos que o Gangnam Style teria atingido um número de visualizações inigualável, e que hoje conta com mais de 3 mil milhões de visualizações, eis que surge o Despacito para o destronar contando já com mais de 5,5 mil milhões de visualizações, apenas no YouTube.

Sou um apaixonado por música e as minhas filhas herdaram esse gosto. Elas têm hoje a sorte de num clique poder ouvir a música que querem, ditam até para a televisão o videoclip que pretendem ouvir. É a inteligência artificial no reconhecimento de voz ao serviço das crianças, facilitando o acesso às plataformas de media como o Youtube.

De facto, será difícil de prever o que nos esperam os próximos 10 anos, espero que no mínimo tenhamos o mesmo nível de inovação do que nos últimos 15.

Oiça também o áudio do programa Empresas e Negócios da TSF.

Miguel Duarte Fernandes, gestor

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