Feedback negativo

A falta de feedback aos candidatos é uma das queixas mais comuns nos processos de recrutamento. O candidato merece respeito pelo interesse e tempo despendido ao longo do processo de seleção e também é a imagem da empresa que está em causa.

Sobre isto já muito foi escrito e discutido e as razões pelas quais acontece estão identificadas no debate e literatura especializada. Resta a cada profissional e empresa de Recrutamento e Seleção (R&S) concentrar-se nesta importante parte do processo fazendo o melhor em prol do candidato.

O que me leva a escrever sobre o tema do feedback é a outra face da moeda: Como gerir a "frustração" face ao feedback negativo no processo de seleção?

Todos sabemos que o atual mercado de trabalho não consegue absorver a quantidade de profissionais que dele fazem parte. E se me focar no R&S que é desenvolvido por empresas especializadas, ainda mais criterioso se torna. Na maioria dos casos uma empresa apenas recorre a um parceiro quando esgotou todas as possibilidades internas para obter determinado profissional. Os projetos para o recrutador externo são cada vez mais complexos e específicos o que faz com que nem todos os candidatos aparentemente elegíveis reúnam todos os requisitos que à partida eram necessárias para o perfil definido.

Fatores como a formação académica, idade, género (empresas têm quotas de equilíbrio para cumprir), especificidade técnica da função, disponibilidade geográfica para o projeto, expectativas de remuneração, inadequabilidade face à cultura da empresa, entre outros, são fatores que nem sempre o candidato entende sobretudo quando se vê afastado de um processo de R&S.

Então e agora, o que fazer?

1. Peça Feedback Personalizado: Procure as razões junto do recrutador que levaram ao não avanço no processo, numa perspetiva de desenvolvimento e melhoria para o futuro. No final da entrevista, procure um feedback construtivo sobre a mesma e a sua adequabilidade ou não para o projeto. É uma boa forma de gerir a sua expectativa e controlar tempos de decisão;

2. Promova o networking: Mantenha uma relação cordial com o recrutador. As razões da não seleção são objetivas e não pessoais. Não avançou neste processo, mas pode sempre vir a ser chamado para outros projetos;

3. Adote uma atitude positiva: Saiba gerir o desapontamento e mantenha uma atitude positiva e de confiança nas suas capacidades. Uma atitude menos adequada em nada beneficia a sua imagem para o futuro;

4. Reflita: Reaja ao não, de forma tranquila e mete aberta, procurando fazer uma autoanálise do que possa ter contribuído na sua opinião para a não seleção ou até onde esteve menos bem. Transforme a dificuldade numa oportunidade

5. Trabalhe a sua marca pessoal: Procure alguém que o possa ajudar a tornar o seu perfil mais apelativo e diferenciador, seja no contexto digital (CV, perfil de redes sociais), seja em contexto de entrevista

Francisco Formosinho Sanchez, head of Executive Search Neves de Almeida HR Consulting

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