Fim das moratórias: Podem o renting e o factoring ajudar a diminuir o impacto para as empresas?

Mais tarde ou mais cedo, este dia ia chegar... No dia 1 de outubro, acabaram as moratórias. As empresas vão ter que voltar a pagar os créditos, depois de um ano e meio protegidos pelas moratórias criadas pelo Governo para ajudar a diminuir o impacto da pandemia nos seus negócios. Portugal foi um dos países europeus onde mais se recorreu a esta medida, com a qual muitas empresas conseguiram adiar de forma temporária o pagamento das prestações dos seus empréstimos, aumentando assim o prazo de reembolso. Mas, e agora, com o fim das moratórias de créditos como vai ser para as empresas? Como vai ser para aquelas empresas que procuraram apoios para conseguirem atravessar este ciclo económico recessivo?

Os desafios são muitos. Ainda há empresas a atravessar um período difícil, mesmo com o alívio das restrições e os negócios a voltarem - quase - à normalidade. Será que vamos enfrentar uma nova "bomba-relógio"? Será que o fim das moratórias pode também significar o fim de mais empresas? Qual a dimensão e o impacto do fim desta medida? Não sabemos. Não temos um vislumbre de como será o futuro, mas, e apesar dos desafios, sabemos que somos resistentes, que nos "desenrascamos". Que existem soluções. O renting e o factoring, por exemplo, podem ser relevantes para ultrapassar o fim desta medida, das moratórias.

O renting, numa perspetiva de cliente empresarial que necessita de fazer investimentos para ter acesso a novas tecnologias de forma a reorganizar o seu modelo de negócio face às novas necessidades provocadas pela pandemia, é uma ferramenta que permite investir de forma segura e planeada sem descapitalizações através de rendas fixas, que são cobradas apenas quatro vezes ao ano. Ou seja, vai ter acesso às últimas tecnologias state of art para o seu setor, sem afetar o capital da sua empresa, sem diminuir a liquidez da mesma. Além disso, e ao contrário de outras soluções de crédito, o renting não aumenta a sua exposição ou endividamento junto do Banco de Portugal.

Para os fornecedores de equipamentos, que também viram os seus negócios prejudicados pela pandemia - pela falta de procura de novas tecnologias, o renting também pode ser uma alavanca para recuperar as forças e enfrentar o futuro. A receção do valor dos equipamentos em 24 horas após a formalização do contrato, permitir-lhes-á uma liquidez imediata para continuar a desenvolver o seu negócio e a procurar inovações para o seu leque de oferta de equipamentos tecnológicos. E tendo em conta, as vantagens do renting para clientes empresariais, esta solução pode ser encarada com uma ferramenta de vendas que permite concretizar negócios no imediato.

Quanto ao factoring, que papel importante pode ter esta solução neste cenário? As empresas têm a possibilidade de emitir as suas faturas e receber o seu valor em 24 horas, independentemente do prazo concedido aos seus clientes, o que lhes confere uma flexibilidade fundamental nos tempos que se aproximam. As vantagens do factoring não se ficam por aqui, não se limitam a um simples apoio na tesouraria - a possibilidade de receber a pronto as suas faturas permite-lhe negociar descontos e reduções de preços com os seus fornecedores.

Mais: a sua empresa também ganha mais tempo e tem menos trabalho. O facto de o processo de cobrança ser conduzido por uma entidade financeira com recursos exclusivamente dedicados a esta função, permite que a sua equipa esteja dedicada a fazer aquilo que já fazia antes desta pandemia, i.e., a dar continuidade ao fluxo de vendas, a desenvolver os seus negócios, a manter-se no mercado de forma competitiva face a outras empresas. Na realidade, a acreditar e a preparar-se para o futuro.

*André Mesquita, managing director sales da Grenke Renting
*Marco Souta, managing director da Grenke Factoring

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