Fortemente empenhados no apoio à internacionalização

Um crescimento económico baseado no aumento das exportações e no equilíbrio externo é o modelo que, desde sempre, a AEP defende para Portugal. É a via para atingir as metas da intensidade exportadora, de 50% em 2027 e 53% em 2030, que em minha opinião deviam ser mais ambiciosas, no sentido de uma maior aproximação do valor deste indicador a países europeus de dimensão idêntica.

É com este foco que, diariamente, a AEP apoia o processo de internacionalização das empresas. Desde 1990, já organizou, individualmente ou em parceria, mais de 600 ações em 87 mercados externos, envolvendo mais de 6800 empresas/participações. Mesmo em tempo de pandemia, a AEP nunca parou. Adaptou-se à nova realidade, através da realização de ações virtuais com resultados bem-sucedidos.

Este ano, onde as condições permitiram, regressámos ao formato físico. Não perdemos a oportunidade de estar nos primeiros certames presenciais a nível mundial. Em fevereiro, estivemos no Dubai com 27 empresas portuguesas, a participar nas maiores feiras da fileira alimentar e bebidas e equipamentos de hotelaria e restauração, e esta semana estamos na Rússia, na MosBuild, a maior feira da Europa para o setor da construção. Continuaremos fortemente empenhados no apoio à internacionalização.

Apesar dos progressos no controlo da pandemia, as perspetivas para a economia portuguesa continuam envolvidas em muita incerteza. Após a forte redução do PIB em 2020 (-7,6%), no seu Boletim Económico de março, o Banco de Portugal mantém o valor da projeção para este ano em +3,9%, com cenários alternativos entre +1,6%, no cenário adverso, e +4,7% no cenário favorável.
Com o levantamento das medidas de contenção espera-se uma recuperação rápida, embora distinta entre setores e componentes. Antecipa-se que seja mais rápida na atividade industrial, que tem demonstrado um caráter mais resiliente, do que nos serviços, sobretudo no turismo, onde se espera uma recuperação gradual.

Por componentes, o principal contributo terá origem nas exportações, antevendo-se um aumento real de 13,7% para este ano, após a elevada quebra em 2020 (-18,6%). Significa que 64% do crescimento económico projetado para 2021 se ficará a dever à evolução esperada das exportações líquidas de importações (o resto é explicado pelo contributo da procura interna), com impacto na redução para metade do défice da balança de bens e serviços, perspetivando-se um saldo próximo de zero em 2022 e 2023.

Luís Miguel Ribeiro, presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP)

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