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Futebol e gestão de carteiras: quatro hábitos das equipas e carteiras vencedoras

Fotografia: direitos reservados
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Em pleno Mundial de futebol, nada podia ser mais pertinente do que absorver os bons hábitos das equipas vencedoras para as boas práticas na gestão de carteiras de investimento. Posto isto, vou falar de diversificação, flexibilidade, research e racionalidade.

Diversificação: uma equipa de futebol é constituída por atletas com características distintas em que o seu entrosamento permite oferecer equilíbrio para tirar o melhor proveito de cada momento do jogo. O mesmo acontece numa carteira de investimento, deverá ser o mais diversificada possível, de maneira a que a sua composição esteja protegida de ciclos mais voláteis e ao mesmo tempo de posicionamento oportunista para aproveitar os melhores momentos que advêm desses ciclos.

Flexibilidade: acontece frequentemente, um esquema tático ou algum jogador não estar adaptado às necessidades do jogo ou a demonstrar alguma fadiga física, ao ponto de não corresponder ao rendimento pretendido. O treinador recorre à sua flexibilidade para ajustar a tática idealizada ou até mesmo ao “banco” para lançar um jogador que ofereça maior potencial de rendimento. Na gestão de carteiras, por vezes algumas ideias de investimento atingiram o seu potencial, ou simplesmente deixaram de fazer sentido e são substituídas por ideias que oferecem melhores oportunidades.

Research: uma equipa de futebol antes de entrar em campo estuda minuciosamente os seus oponentes recorrendo por exemplo a vídeos, para poder extrair o máximo de informação possível nomeadamente sobre as principais forças, fraquezas, oportunidades e ameaças dos seus oponentes para potenciar as hipóteses de sucesso. Um investidor, antes de tomar uma decisão de investimento, deve também fazer a sua análise SWOT (sigla em inglês que identifica a análise das forças, fraquezas, oportunidades e ameaças) permitindo que a tomada de decisão englobe toda a informação necessária proporcionando a maior rentabilidade possível dentro do nível de risco definido.

Racionalidade: o jogo de futebol oferece momentos de elevada tensão onde por vezes é complicado gerir a emoção e os níveis de ansiedade nos momentos mais adversos, como por exemplo na tentativa de “virar um resultado” desfavorável. Urge ter a cabeça fria de maneira a poder tomar as decisões mais acertadas. As equipas que melhor gerem a componente emocional, são as mais bem preparadas para atingir o sucesso. Na gestão de carteiras, principalmente nos ciclos mais voláteis e depressivos, o investidor não deve deixar-se levar pela tentação do momento. Citando Warren Buffett, “o mercado de capitais é um mecanismo de transferência de dinheiro dos investidores impacientes para os investidores pacientes”.
* Senior Associate in Investments da Optimize

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