H2H: Human to Human

Inúmeras serão as iniciativas que num curto espaço de tempo proliferaram no seio da sociedade portuguesa tendo em conta o combate à pandemia da COVID19. Todos os dias conhecemos novas histórias de pessoas que reconstruíram vidas, de empresas que reconverterem linhas de produção, de áreas de atividade que reorganizaram fileiras. Sim, o instinto de sobrevivência a mandatar decisões. Mas essencialmente o espírito de solidariedade que sempre comanda o nosso nobre povo. Uma vontade de ajudar o próximo enraizada no ADN nacional que nenhum vírus contaminará em quaisquer circunstâncias.

Ora, também a comunidade tecnológica padece deste bem como demonstra o Movimento #Tech4Covid19. Nascido de uma conversa informal entre fundadores de startups, hoje o grupo tem 5254 voluntários, 3579 alojamentos disponíveis e 27 projetos ativos. Angariou até ao momento 210 mil euros, reuniu 6428 doadores e realizou 403 vídeo-consultas. Números que resultam igualmente da cooperação de 250 diferentes empresas. Isto dos mais diversos âmbitos de atuação.

Facilitar videochamadas entre médicos e doentes, melhorar o rastreamento de redes de contágio, acelerar a compra de material hospitalar, disseminar informação científica, e ajudar no despiste de sintomas são algumas de soluções disponibilizadas ao mercado. Ainda uma plataforma digital de ensino à distância, vouchers comerciais de apoio aos comerciantes e um serviço nacional de envios e entregas. Ou angariação de fundos, recolha de doações de equipamentos de proteção individual e registo de pessoas infetadas ou potencialmente infetadas.

Um universo de respostas entre muitas outras em que o recurso à tecnologia auxilia distintas esferas da população. Provavelmente, uma das mais transversais neste renovado paradigma H2H: Human to Human seja a aplicação "Posso ir?". Uma app que pretende acabar com as filas nos estabelecimentos comerciais através da monitorização da afluência a mercearias, supermercados, hipermercados, restaurantes, farmácias e bancos, etc.

Disponível para sistema IOS e Andriod, a "Posso ir?" é atualizada pelos próprios utilizadores que reportam on time o estado das filas das diferentes lojas visitadas. Parcerias com o grande retalho, que elegem um responsável em cada local para manter a informação validada, certamente contribuem para os milhares de downloads entretanto verificados da aplicação. Uma fórmula colaborativa que a todos apoia, suporta e responsabiliza.

José Pedro Salas Pires, Presidente da ANETIE

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