Kit de sobrevivência em tempos de pandemia: planeamento vivo

Nas diversas conversas que tenho tido com administradores de organizações públicas e privadas, em diversos países, tive oportunidade de observar uma ideia comum: subjacente a qualquer estratégia bem-sucedida está o planeamento que a implementa. A palavra planeamento, e não plano, é tudo menos irrelevante.

Devemos ponderar neste conceito de descrever o planeamento como um binómio de informação - ação. Desde logo, muda a natureza clássica do plano, pois já não é uma proposição estática, mas antes um modelo vivo e altamente dinâmico.

Daqui decorre um conjunto de implicações encadeadas.

A primeira é esta: a versão atual de qualquer plano é a versão seguinte, já que, entretanto, mudou certamente, o contexto (informação) e ocorrem também ações endógenas ou exógenas ao mesmo. Sabemos que estão sempre a ocorrer estes dois fenómenos, ou realidades, se preferirmos chamar assim.

A segunda é o enorme desafio que a primeira encerra, e que é o seguinte: planear é um ato contínuo - na verdadeira aceção da palavra - de replanear, perseguindo o mesmo conjunto de objetivos. Os mesmos objetivos? Nem sempre. Pois até estes podem mudar por virtude da dinâmica do tal binómio informação - ação.

A terceira é também corolário das anteriores. Aplica-se não apenas a orçamentos, projetos, planos de negócio, previsões, mas também aos planos estratégicos e até à própria estratégia em si mesma.

Assim sendo, todos os que têm a seu cargo a responsabilidade de planear e decidir, sabem bem o gigantesco esforço, a tremenda complexidade e enorme propensão ao erro que enfrentam. Como sabem, ainda melhor, o custo direto e de oportunidade que pode ser gerado por virtude de um mau planeamento, má avaliação ou má tomada de decisão, pode ser enorme!

Infelizmente - a própria realidade da pandemia o revelou muito bem - há ainda muitas organizações que adotam o planeamento estático (morto!?), ou vivem o pesadelo (custos e frustrações) de tentar planear bem com base nos artefactos do costume - refiro-me à panóplia ingerível (em cada uma das suas partes e no todo combinado) de excelentes folhas de Excel interligadas com muitas outras e também com PowerPoints, actas de reunião, relatórios de cada um dos seus sistemas operacionais e ainda de informação implícita, cada um com a sua.

Mas há uma excelente notícia! Existem hoje em dia soluções tecnológicas e competências consultivas - bastante credíveis pela sua referencialidade de valor - que possibilitam endereçar o desafio e a necessidade de planear bem.

Felizmente, muitas organizações e gestores já materializaram nos seus investimentos e nas suas cadeias de valor processos e sistemas de planeamento e suporte à decisão.

Carlos Cardoso, CEO da GSTEP

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